A entrega dos novos autocarros pelo Executivo às empresas privadas deve primar por aquelas com algum domínio na matéria e que já demonstraram competência e experiência no ramo. Esta posição foi defendida pelo presidente da Associação Agro-Pecuária, Comercial e Industrial da Huíla (AAPCIL), Paulo Gaspar, quando reagia ao anúncio do Ministério dos Transportes sobre a entrega de 35 novos autocarros à província para o transporte público. Em função disso, uma base de dados criada recentemente pelo gabinete dos Transportes, Tráfego e Mobilidade Urbano da província da Huíla, melhorou a eficiência do controlo de utentes de viaturas que exercem serviços de táxi, informou a directora Gracinda Gonçalves. Ao dissertar num fórum dos Transportes, Gracinda Gonçalves disse que cada viatura registada é controlada a partir das informações do proprietário, características, marca, modelo e matrícula, assim como seguro de responsabilidade civil e pagamento de impostos. O gabinete dos transportes da Huíla, seleccionou em 2018, 265 operadores, e no corrente ano tem registados 290, face aos resultados das campanhas de sensibilização em parceria com a intervenção e o apoio da unidade de viação e trânsito. Fez saber que mais de 823 novas viaturas que asseguram os serviços de táxi, estão registadas desde Agosto do ano passado, quando naquele período apenas estavam registados 411 taxistas. A direcção controla actualmente 1.234 viaturas, fruto da mobilização e sensibilização de novos utentes de viaturas para licenciar, a acção que vai continuar para tornar o processo de prestação de serviço de táxis legais e contrapor a fuga ao fisco. Gracinda Gonçalves disse que, a actividade de táxi na província da Huíla emprega acima de 2.468 novos empregos directos a maioria jovens, na razão de dois por cada viatura. “A falta de uma legislação específica para regular a inscrição e horário de trabalho dos taxistas”. A ausência de uma legislação, sublinhou, inviabiliza a intenção de inscrição de todo o pessoal no Instituto Nacional de Segurança Social (INSS). “As autoridades reconhecem a importância dos taxistas na mobilidade urbana, pois além do transporte de pessoas e bens, combate o desemprego no seio da juventude”, revelou.