O elevado preço dos materiais de construção registados nos mercados paralelos e lojas está a causar a paralisação de muitas obras de construção de empresas e de pessoas singular no Bié.

A zona periférica do bairro “azul”, dividida em zonas um e dois, bem como o bairro Chissindo e Militar, possuem muitas obras inacabadas e abandonadas.
Isabel Chiococa, de 38 anos de idade, professora do ensino primário e residente no bairro Militar, há 6 anos, salientou que “o bairro já possui energia eléctrica há um ano, mas muitos proprietários das obras não terminam por falta de condições financeiras”, disse.
A docente alertou que “as obras abandonadas acabam por ser um local para o esconderijo dos jovens que usam drogas e outras substâncias nocivas”, acentuou.
Partes dessas obras, segundo apurou o JE, foram construídas em terrenos distribuídos pela administração municipal, que são na sua maioria pertencem aos funcionários públicos que alegam não terem valores para terminarem as obras.
O JE constatou nas lojas de venda de materiais de construção, como a Mantigo e nas chamadas lojas dos libaneses, no Cuito, os preços dos diversos materiais de construção.
Por exemplo, o saco de cimento custa actualmente, 2.200 kwanzas, enquanto o varão de dez e 12 cm, variam entre dois mil, 2.500, kwanzas. O carro de mão custa 8 mil e a pá entre mil a 1.500 kwanzas cada. Facto que deixa constrangido os cidadão.
Na zona periférica urbana do Cuito, a enxada e a caixa de grampos, para fazer cobertura do tecto, custam actualmente 1.800 e 8.500 cada. Na loja de venda de materiais de construção, Mantigo, o saco de cimento cola e o betume de origem portuguesa, estão no valor de 1.500 e 3 mil kwanzas, cada. Quanto aos tubos PVC para a canalização dos balneários, estão no valor de 1. 900 os de tamanhos 90 e 75.
Samuel António de 35 anos, morador do bairro Azul-2, há quatro anos, disse que “não consigue terminar o muro do quintal e rebocar a parte interior da casa de três quartos, por causa do elevado preço dos materiais de construção no mercado informal e formal”, lamentou. O morador do bairro azul-2,esclareceu que a única forma de concluir a obra é fazer de forma paulatina.
Em relação a areia, brita e pedras para construção, os moradores afirmam que “a carrinha de marca Canter, carregada de areia e pedra, no mercado paralelo do Chissindo, custa o valor de 8 e 6 mil kwanzas respectivamente.
Sale Mamadou de origem mauritaniana, vendedor de materiais de construção na zona do bairro Chissindo, há três anos, explicou que os materiais são provenientes de vários países. Afirmou que “wa transportação dos produtos, do local de fabrico até ao Cuito, elevam os custos, por isso, não tem como estar baixo os preços”, lembrou.