O Corredor de Desenvolvimento do Lobito tem sido opção de transporte para o acesso dos países fronteiriços encravados ao Oceano Atlântico, medida que está a impulsionar as exportações. Após 34 anos de interrupção, foi reaberto, em Março de 2018, o tráfego internacional de mercadorias por via ferroviária entre a República Democrática do Congo (RDC) e de Angola, com o transporte de minérios extraídos no Katanga (RDC), via porto do Lobito (Benguela), para o mercado internacional. Até à primeira quinzena de Dezembro, cerca de 16.071 toneladas de concentrado de manganês e cobre proveniente da República Democrática do Congo foram transportados pela Sociedade Comercial de Kissengue, e que chegou à Angola por intermédio do Caminho-de-ferro de Benguela (CFB). No primeiro carregamento feito em Março, a Sociedade Nacional dos Caminhos-de-ferro do Congo transportou em 25 vagões, perto de 50 contentores de 20 pés, tendo no seu interior concentrado 1.000 toneladas. Dados do CFB indicam que até a primeira quinzena de Dezembro, cerca de 2.073 comboios de passageiros circularam este ano, mais 1.113 do que em 2017. Em Setembro foi realizada a cerimónia de consignação da construção de Oficinas do CFL e aquisição de 10 DMUs. A cerimónia teve lugar em Catete, província de Luanda.

Transportes terrestres
Em Julho, a Empresa de Transportes Colectivos e Urbanos de Luanda (TCUL) anunciara que necessitava de pelo menos seis bilhões de kwanzas para o funcionamento em pleno de todos os sectores da empresa que se encontravam inoperantes.
Na ocasião, segundo o presidente do Conselho de Administração (PCA), Abel Cosme, tinham sido criadas novas rotas e turnos para os autocarros, sendo que algumas rotas conseguem transportar de 800 a mil passageiros no preço de 50 kwanzas.

Desenvolvimento integrado
Em Novembro, a cidade ferroportuária do Lobito (Benguela) acolheu o X Conselho Consultivo do Ministério dos Transportes, que decorreu sob o lema “Transportes, Força Motriz para um Desenvolvimento Nacional Integrado e Inclusivo”.
O evento recomendou a implementação com rigor e em cumprimento das disposições legais, políticas e programas de reorganização do Sector dos Transportes aprovadas no Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN), na Estratégia de Longo Prazo (ELP) Angola 2025 e na Agenda 2063 da União Africana.
O X Conselho Consultivo do Ministério dos Transportes constatou a situação deficitária da generalidade das empresas do sector que pode justificar, em alguns casos, a adopção de medidas para a reestruturação, a privatização ou a sua extinção.
Foi recomendada a exploração, de forma integral, as parcerias público privadas, de forma a assegurar, por via da participação do Sector Privado, o investimento em infra-estruturas de
transportes e logística
Constou das recomendações, o incentivo e apoio ao Sector Privado na melhoria da oferta do transporte rodoviário de mercadorias, numa visão integrada com as redes logísticas das cadeias de abastecimento das populações e das empresas, promovendo a sua participação na gestão e exploração das plataformas a construir e em fase de conclusão.

Aviação civil reforça serviços

Uma atenção especial está a ser dada ao Sector de Aviação Civil, bem como aos serviços de gestão aérea e aeroportuária, de modo a garantir que a gestão dos aeroportos existentes no país, em particular do novo Aeroporto Internacional de Luanda.
Durante este ano, foram rubricados vários acordos de cooperação entre Angola e alguns países, com realce para Singapura, Ruanda, Alemanha, Portugal, Holanda e Cabo Verde.

Cooperação
Com Cabo Verde, Angola rubricou vários instrumentos de cooperação entre a Cabo Verde Airlines (CVA) e a TAAG (Companhia de Bandeira Angolana), a Agência da Aviação Civil (AAC) de Cabo Verde, e o Instituto Nacional da Aviação Civil (INAVIC) de Angola.
Em Setembro, os Governos angolano e português assinaram 11 instrumentos de cooperação, dos quais acordos sobre transporte aéreo, visando aumentar o número de ligações entre os dois países.
Em Outubro, o ministro dos Transportes de Angola, Ricardo Viegas de Abreu, e a ministra das Infra-estruturas e Águas da Holanda, Cora Van Nieuwenhuizen rubricaram, na cidade de Haia, um acordo que se traduziu na formalização do memorando de entendimento, assinado entre os dois países em 2012.
Com base no acordo, a KLM (companhia de bandeira da Holanda) efectuam dois voos por semana, ligando Amsterdão e Luanda em regime de partilha de código.

Privatização da TAAG
O processo de privatização das Linhas Áreas de Angola (TAAG) será feito de forma paulatina, passando primeiro pela criação de condições adequadas e atractivas ao investimento privado, considerou, em Outubro, o presidente da Comissão Executiva da companhia angolana, Rui Carreira.
Em declarações à imprensa, após o acto de tomada de posse dos membros do novo Conselho de Administração da TAAG, orientado pelo ministro dos Transportes, Ricardo de Abreu, o gestor apontou que a transformação da companhia visa torná-la numa empresa mais competitiva, que prima pela excelência dos seus serviços como “palavra-chave” da nova gestão.
Desde o mês de Novembro, o terminal doméstico do Aeroporto Internacional 04 de Fevereiro, passou a operar voos domésticos e internacionais, com a designação “Terminal II”.