O director do Gabinete de Desenvolvimento Económico do Corredor do Lobito, Ottaniel Mauro de Almeida, que falou sobre o processo de integração económica e desenvolvimento da região e plataforma logística do município do Luau, sublinhou que este corredor permite a importação e exportação de bens, facilitando os países que não têm mar.
Para ele, as infra-estruturas são a base sustentável que têm funções de transportar de forma nacional ou regional, requisitos que “contribuem para a promoção do crescimento económico, do desenvolvimento e para a melhoria da qualidade de vida das populações, dentro do corredor e da região comunitária”.
Ottaniel Mauro de Almeida disse ainda que a rede de estradas existente no corredor do Lobito, não permite competição com o modo ferroviário, devido ao seu estado de degradação, principalmente no troço que liga as províncias do Bié e Moxico, num percurso de 600 quilómetros de distância.
Para o responsável, esta descontinuidade impede e dificulta os operadores rodoviários de ligar o litoral com a fronteira da República Democrática do Congo (RDC) e de forma directa com as províncias de Benguela, Huambo, Bié e Moxico.
Destacou que o porto do Lobito é um complexo que compreende mais de 1.500 metros de cais, com uma profundidade que varia entre os 10,5 e 34 metros.
“É considerado um dos portos mais estáveis, da costa ocidental de África, por beneficiar da própria natureza da Baía do Lobito, que facilita a navegação e suas manobras de atracação e largada de navios do porto” explicou.

Comércio assegurado
Lembrou que a SADC constitui neste momento, um espaço económico e comercial que abrange cerca de 300 milhões de habitantes, por isto “a integração económica do corredor do Lobito, na Região da SADC passa obrigatoriamente pela aproximação das relações económicas e comerciais com Angola, RDC e a República da Zâmbia”.
Actualmente, referiu, as trocas comerciais desenvolvidas entre operadores económicos neste corredor tem um cariz informal, “pelo que há necessidade dos sectores responsáveis por essas matérias criarem as condições para formalizar as trocas comerciais transfronteiriças”.
Com a adesão de Angola na Zona de Comércio Livre (ZCL), prevista para Junho de 2019, será uma mais-valia para os países, já que serão eliminadas várias barreiras que têm estado a reduzir o progresso económico entre os Estados membros da SADC.
O responsável indicou que os operadores de serviço de transporte rodoviário do país em geral, e em particular do corredor do Lobito, “têm de se organizar e familiarizar com as exigências da SADC, para não serem ultrapassados por operadores de outros Estados membros, por incapacidade técnica, legal e operacional”.