O Ministério da Agricultura e Florestas perspectiva para o ano agrícola 2018/2019 maior eficiência no processo de facilitação do acesso ao crédito agrícola e do aprovisionamento e distribuição dos factores de produção. O desejo foi manifestado pelo titular da pasta Marcos Alexandre Nhunga, na mensagem de fim-de-ano 2018, no acto realizado, recentemente, em Luanda, onde destacou que a presente época agrária, espera-se que decorra em alinhamento às principais metas definidas no plano de desenvolvimento nacional 2018-2022. Frisou que tal como a campanha agrícola transacta prevê-se continuar a discutir com as instituições competentes para a institucionalização do crédito fiscal aos combustíveis para o sector bem como a incorporação de novas famílias camponesas ao processo produtivo. Perspectiva-se o aumento das áreas de correcção de solos (maior abrangência em termos regionais assim como da disponibilidade de sementes melhoradas e fertilizantes no quadro das estratégias em vigor e aumento da capacidade de assistência técnica com o incremento do número das Escolas de Campo (ECAs). O destaque será também dado para o aumento da capacidade de mecanização agrícola na preparação de terras (através do aumento de tractores e do incremento do número das brigadas de mecanização), além da melhoria e aumento do movimento cooperativo.

Incremento da produção
Marcos Alexandre Nhunga entende que face ao contexto actual da economia angolana serão adoptadas medidas e estratégias que promovam o incremento da produção agrícola e industrial, de forma a aumentar a oferta dos produtos que compõem a cesta básica, nomeadamente a fuba de milho, farinha de trigo, arroz e óleos alimentares.
“Neste enquadramento, além da criação de postos de trabalho e de riqueza nacional, há necessidade de se regular, dinamizar e sustentar a intenção e criação de uma reserva alimentar estratégica, com um efectivo controlo dos preços a praticar, com o consequente impacto no aligeirar do custo de vida das populações, sobretudo as mais carenciadas”, sublinhou.
O ministro salientou que com a nova visão e sensibilidade do Executivo em alocar para o sector, para o próximo ano, um orçamento de cerca de 1,6 por cento do Orçamento Geral do Estado global, abrem-se novas perspectivas para que o sector seja cada vez mais valorizado e satisfaça os anseios das nossas populações, em produzir mais e melhor.
Anunciou igualmente que está em fase de conclusão e programado para discussão no I trimestre de 2019 as carreiras do sector agrário, com vista a valorizar e dar mais dignidade aos nossos técnicos.

Sector florestal
Para o segmento florestal, Marcos Alexandre Nhunga, revelou que pretende-se dar continuidade à implementação das medidas disciplinares da actividade florestal, nomeadamente, a conclusão da construção dos entrepostos de produtos florestais e seu pleno funcionamento. Está também em forja, a avaliação da capacidade técnica, financeira e idoneidade das empresas de exploração florestal, a elaboração dos regulamentos complementares da lei de bases de florestas e fauna selvagem, a implantação do regime de exploração florestal por contrato de concessão florestal, bem como a reabilitação e construção dos viveiros florestais.
“O sector deverá dedicar uma atenção particular ao programa de fomento e modernização da apicultura, devido ao papel que o mel e seus sub produtos podem desempenhar no processo de diversificação da economia nacional”, disse.

Investigação agrária
No capítulo da investigação agrária, o ministro disse que está em curso o projecto de reorganização do sistema de investigação agrária. Neste âmbito, foram concluídos os projectos de implantação dos primeiros seis centros de investigação, nomeadamente o centro de investigação de milho, feijão e soja da Chianga, no Huambo, o de mandioca, batata-doce e amendoim (Malanje), de caprinos e ovinos do Lau (Malanje), de gado de leite da Humpata (Huíla, de café do Amboim (Cuanza Sul) e o centro de bioveterinária do Huambo.