O dministrador municipal de Viana, José Manuel Moreno Fernandes, destacou, em entrevista concedida ao Jornal de Economia & Finanças, que os diversos projectos   estruturantes que estão  a ser implementados na região vão contribuir para o desenvolvimento daquela localidade, adstrita à província de Luanda. O responsável revelou que o balanço das actividades realizadas durante o ano que está prestes a terminar é bastante positivo.

Que avaliação faz do crescimento geográfico do município de Viana?
O município está em franco crescimento. Hoje, Viana tem mais de dois milhões de habitantes, no aspecto económico também se regista um aumento significativo de empresas, principalmente no pólo industrial, onde estão a ser implantadas fábricas de diferentes segmentos da actividade produtiva. Do ponto de vista habitacional e urbanístico é notório o surgimento cada vez mais de residências, de iniciativa empresarial, pessoas singulares e os vários programas de iniciativa governamental. Caracterizo Viana como sendo o município do futuro, já que está a agigantar-se em todos os domínios.
 
Quais são os projectos estruturantes, que estão em curso no município?
Existem projectos de iniciativa pública, onde realçamos a reabilitação das estradas. Neste domínio, está em conclusão a asfaltagem e a colocação das redes técnicas, nas ruas 11 de Novembro, Hoji-ya-Henda, Regedoria e estão em curso também obras nas ruas que dão acesso ao hospital dos Mulenvos. Já foi colocado o tapete asfáltico na rua que dá acesso ao hospital municipal, mais concretamente na zona de Kapalanca, na Universidade Piaget que ligará à via-expressa Viana/Cacuaco. Estão também em curso obras de drenagem das águas pluviais na rua do Beto Carneiro, obras de alargamento da estrada do Zango//Calumbo. Depois de concluídos estes projectos trarão grandes benefícios para os cidadãos, já que vão possibilitar maior fluidez no trânsito rodoviário.

Quais são as empresas que estão a trabalhar na reabilitação e modernização das estradas no município?
Foram consignadas obras às construtoras Odebrecht, Queiroz Galvão, HS Moda Terras e à empresa Mopic. O projecto de reabilitação das estradas inclui também a reparação das redes técnicas, iluminação pública e passeios. A perspectiva é fazer intervenção em todas as ruas do município de Viana.

Para quando está prevista a conclusão e a entrega das obras em curso?
A previsão é que, até ao próximo mês de Fevereiro, todas essas obras que estão em curso sejam integralmente concluídas. Tudo indica que na segunda quinzena de Novembro a reabilitação da rua Hoji-ya-Henda estará concluída.

Falou de uma forma genérica do sector económico. De concreto como é que Viana está servido?
Creio que o município de Viana é aquele que mais contribui para os cofres do Estado, fora das receitas petrolíferas. Cada vez mais a actividade económica está a desenvolver-se.

Como avalia o crescimento do Pólo Industrial de Viana e toda a sua zona económica envolvente?
Estas zonas têm dado um contributo significativo ao município. Os benefícios são transversais, desde a criação de emprego e o surgimento de várias infra-estruturas de apoio à actividade económica. Estes instrumentos são a fonte de rendimento de várias famílias do município, o que está a contribuir para a redução da pobreza.

Quantas empresas e fábricas estão implantadas no pólo industrial?
Perto de uma centena, ligadas aos mais variados sectores da actividade industrial, desde as grandes empresas, médias e pequenas ou fábricas.

O ano de 2013 está prestes a terminar. Que balanço faz?
A avaliação do corrente ano é bastante positivo. Além das mencionadas anteriormente, no âmbito do programa de combate à pobreza e do desenvolvimento rural, o balanço é satisfatório em todos os segmentos. No ramo da educação, foram concluídas recentemente duas escolas, com capacidade para 12 salas de aula, projectos que vão absorver muitas crianças que ainda estão fora do sistema normal de ensino. No sector da saúde está em curso obras de ampliação do posto de saúde do Zango I, que vai transforma-se num hospital com capacidade para responder à demanda dos Zangos.

Quanto à distribuição de água…
Está em curso, e com resultado animadores, o programa “Água para Todos”, uma iniciativa do Governo central. Ainda neste sector estamos a concluir, na comuna do Calumbo, a edificação de cinco chafarizes para o reforço no abastecimento de água potável às populações, projecto cuja conclusão está prevista para o final do ano. No domínio comercial foram concluídos cinco mercados, com capacidade para abrigar em média 300 vendedores.