Angola  consta entre os 14 países, que registaram ganhos no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), superior a 2 por (pc) desde 2000. Na lista constam ainda países como Afeganistão, Serra Leoa, Etiópia, Rwanda, Timor-Leste, Myanmar, Tanzânia, Libéria, Burundi, Mali, Moçambique, República Democrática do Congo e o Níger, estes dois últimos registaram menor pontuação no IDH, que avalia os avanços nas áreas de saúde, educação e renda.

Segundo dados divulgados pelo relatório do programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), grande parte dos  países africanos com IDH baixo, saíram de um longo conflito  armado. Porém, a fonte mostra que todos estes países registaram progressos significativos em frequência escolar, expectativa de vida e aumento de renda per capita.

O IDH revela uma melhoria consistente no desenvolvimento humano na maioria dos países. Nas últimas décadas as nações mundiais têm convergido para níveis mais altos de desenvolvimento humano.

O documento indica que todos os grupos e regiões têm assistido a uma melhoria notável na totalidade dos componentes do IDH, registando-se um progresso mais célere em países com um IDH baixo e médio catapultando o mundo para níveis menos desiguais.

Liderança no ranking
A Noruega, Austrália e Estados Unidos da América são os primeiros colocados no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), composto por 187 países. O documento aponta que,  a  maioria dos países em grupos de IDH mais elevado também apresentou ganhos estáveis no índice desde 2000.

Já Hong Kong, Letônia, República da Coreia, Singapura e Lituânia mostraram os maiores avanços nos últimos doze anos, entre os países do  IDH muito alto; Argélia, Cazaquistão, Irão, Venezuela e Cuba estão entre os cinco que mais avançaram entre os do grupo de IDH alto. Timor-Leste, Camboja, Ghana e Mongólia são os líderes de crescimento no agrupamento chamado de desenvolvimento humano médio.

A tendência global aponta para o avanço contínuo do desenvolvimento humano. Nenhum país cujos dados completos estavam disponíveis regista IDH mais baixo do que tinha em 2000.

Quando o IDH é ajustado para as desigualdades internas, com realce à saúde, educação e renda, algumas das nações mais ricas apresentam forte queda no IDH. Os Estados Unidos da América, por exemplo, caem do 3º para o 16º no IDH, ajustado à desigualdade e a Coreia do Sul de 12º para 28º. Por outro lado, a Suécia sobe de 7º para 4º, quando as desigualdades no IDH doméstico  são levadas em consideração.

As médias nacionais escondem grandes variações na experiência humana, e diferenças significativas persistem dentro dos países, tanto do Norte como do Sul, salienta  o relatório. Neste particular cita o caso dos Estados Unidos da América que com um valor de IDH de 0,94 no geral, porém tem uma média de 0,75 para os residentes latinos e 0,70 para os afro-americanos.

Disparidades étnicas similares no desempenho do IDH em países do grupo de IDH muito alto podem ser vistas entre as populações ciganas do Sul da Europa, realça o relatório.

Já os novos rankings do IDH introduzem o conceito de empate estatístico pela primeira vez desde que o IDH foi lançado no primeiro relatório de desenvolvimento humano, apresentado em 1990, para países em que os valores do IDH são idênticos em até três casas decimais.

Consultas
O documento aponta que após a realização de consultas com vários especialistas em desenvolvimento, concluíram que as diferenças menores de um milésimo são estatisticamente insignificantes.

O relatório de 2013 também inclui dois índices experimentais, nomeadamente o índice de pobreza multidimensional (IPM) e o índice de desigualdade de género (IDG).

O IDG é projectado para medir as desigualdades de género, de acordo com os valores nacionais relativos à saúde reprodutiva, empobrecimento e capacitação das mulheres no mercado de trabalho.

A Holanda, Suécia e Dinamarca estão no topo do IDG, com menor desigualdade de género. As regiões com maior IDG são África subsahariana, Sul da Ásia e os países Árabes.

Na África subsahariana, o valor médio do IDH é de 0,475 e é o mais baixo de todas as regiões, numa altura em que o ritmo de evolução está a aumentar.