Nesta altura a produção está a ser armazenada em silos e está a cargo de uma empresa chinesa sendo que a perspectiva do Executivo é desenvolver mecanismos que possam evoluir para a exportação do milho para a República Democrática do Congo, sendo que para tal é importante que as vias de acesso que se encontram degradadas sejam reabilitadas para garantir o sucesso do projecto.
Segundo apurou a reportagem do JE parte do milho recolhido serve para o fabrico de ração que sustenta o sector agro-pecuário cuja produção actual é resultado de uma agricultura desenvolvida no período de seco, mas espera-se que no período chuvoso se possa duplicar os níveis de produção actual com uma vez que a questão das sementes já está resolvida.

Visão estratégica

De acordo com o administrador municipal do Cuimba, Simão Kuanzambi, a sua região é potencialmente agrícola, sendo que para além do milho “produz em grande escala o feijão e a mandioca que também podem ser comercializado nas demais províncias do país”, destacou.
O governante mostra-se confiante com o projecto de electrificação do Zaire lançado recentemente no Cuimba e acredita que é um ponto forte para a sua estratégia de actuação que visa desenvolver o município em todas as áreas, sobretudo no surgimento de indústrias para gerar empregos e potenciar as famílias.
No domínio das águas está em curso um projecto ao nível do governo central que visa a construção de uma Estação de Tratamento de Água (ETA) que será captada a partir do rio Mbridge para abastecer toda a extensão do município. “os estudos para o início das obras estão em curso para que no futuro a população deixe de fazer recurso aos chafarizes”.
Com uma população estimada em mais de 69 mil habitantes distribuídos em quatro comunas: Sede, Buela, Luvaka e Serra de Canda o município do Cuimba tem disponível 15 unidades sanitárias entre as quais um hospital de referência, quatro centros de saúde e os restantes postos de saúde naquelas aldeias onde há um aglomerado de pessoas.
No que se refere ao sistema de ensino conta com 90 escolas ao nível do município, com realce para a escola 28 de Agosto, com 24 salas de aula e outra do II ciclo com a mesma capacidade. “Posso dizer que estamos bem neste sentido e pensamos que na medida que os projectos estruturantes vão se erguendo na província os problemas poderão se resolver”, ressaltou.

Confiança

Para o padre Alberto Pedro, pároco da Missão Nossa Senhora de Assunção destacado naquele município as condições de vida que se vivem no município ainda não são das melhores sobretudo as questões ligadas ao emprego, saúde, energia eléctrica e água, mas acredita que melhores dias virão.
Já Afonso Samuel considera que com paz tudo é possível e tudo só dependerá da visão do Executivo visando melhorar as condições de vida das populações locais.