Cunene, cujas obras conheceram interrupção, quando já levavam um avanço, o que fazia adivinhar melhorias na circulação de pessoas e seus bens.

A estrada nacional número EN295, que liga Xangongo/Calueque, numa extensão de 92 quilómetros (km), descrita como o principal centro de produção de hortícolas e não só da província, bem como dos eixos Ondjiva/Cuamato (68 km), na EN372 e Cahama/Otchidjau (68 km), na EN368.
As três obras tiveram início em Outubro de 2014, e grande parte paralisou entre finais de 2015 e princípios de 2016, uma interrupção justificada pelo director provincial das Obras Públicas do Cunene com as actuais restrições financeiras.
Sebastião Pacato disse que as três empreitadas aguardam pelo novo cronograma de execução, numa altura em que a obra Cahama/Otchidjau, orçada em 5.780 milhões de kwanzas, pela empresa Levon, foi executada em 95 por cento, a do troço Xangongo/Calueque (6.900), pela Ceop, está apenas na ordem dos 22 por cento. As obras do eixo Ondjiva/Cuamato, orçada em 5.780 milhões, pela empresa MCA, está avançada em 24 por cento.

Melhorias consideráveis
A circulação de pessoas e mercadorias entre a cidade de Ondjiva e o município do Cuvelai, principal zona de produção agrícola do Norte da província do Cunene, melhorou consideravelmente desde finais do ano passado, com o arranque das obras de reabilitação do segundo e último troço de 80 quilómetros, na estrada nacional número 120, que liga as duas localidades.
Orçada em mais de 6.988 milhões de kwanzas, para a reabilitação da via que teve início em Setembro de 2017, e está a ser levada a cabo pela empresa Levon Construções, com um prazo de execução de doze meses.
Com uma extensão de 160 quilómetros, a estrada que liga Ondjiva e a sede do Cuvelai ganha assim, na sua totalidade, tapete asfáltico pela primeira vez, cuja reabilitação foi dividida a meio, com os primeiros 80 quilómetros, Omala/Cuvelai, já concluídos em 2014, e os restantes, Ondjiva/Omala, em execução.
Segundo o encarregado de obras da empreitada, Paulo Castro, os trabalhos de reabilitação do troço Ondjiva/Omala estão na ordem dos 35 por cento, numa altura em que se efectua a terraplanagem dos últimos 50 quilómetros e a construção das passagens das águas pluviais.
Assegurou que nos próximos dias seguir-se-ão a colocação da sub-base, da base e posteriormente a aplicação do tapete asfáltico, cujos trabalhos vão conhecer a sua conclusão antes de Outubro deste ano, segundo garantiu o responsável.
Paulo Castro disse que no troço foram construídas perto de 65 passagens hidráulicas. A recuperação da via está já a trazer benefícios à população, uma vez que permitiu aumentar a frequência de transportes públicos para aquela localidade e reduziu o tempo de viagem de seis para três horas.
Com isso, produtos como o massango, a massambala, a mandioca, o mel chegam com maior facilidade aos mercados da cidade de Ondjiva.
Na via Ondjiva/Peu-Peu/Xangongo, onde estão implantadas quatro fazendas que se dedicam à produção de milho e hortícolas, a situação de degradação das vias é preocupante, o que torna as viagens mais demoradas.
Outra estrada que há muitoclama por reabilitação é a Ondjiva/Calueque. A via tira sossego aos empresários que exploram as potencialidades agrícolas daquela localidade cruzada pelo rio Cunene, pois encontram inúmeras dificuldades para lá chegar.
Na época das chuvas são obrigados a passar pelo território namibiano para atingir os seus campos, onde são cultivados batata rena, milho, cebola, tomate, melancia, entre outros produtos.

Ligação Ondjiva/Oshimolo
A ligação por estrada entre a cidade de Ondjiva/Oshimolo, numa extensão de 100 km, está a ser feita com enormes dificuldades, devido a degradação deste importante eixo, causada pela acção do tempo e das chuvas.
O eixo de terra-batida encontra-se bastante degradado, o que faz com que os transportes públicos distribuídos pelo governo e táxis se recusem a operar naquela via, tornando assim difícil a vida da população daquela zona da província.
Quem também sofre bastante com a inoperatividade desta via são os estudantes das unidades orgânicas de Ondjiva, afecta à Universidade do Cuito Cuanavale, em Menongue, onde têm que se deslocar com frequência.

Clamor dos populares
Pelágio David, criador de gado bovino, que com frequência se desloca pela via Ondjiva/Oshimolo, zona rica em gado e pasto, disse ao JE que circular por aquele troço não tem sido fácil, dado os numerosos buracos que preenchem quase todo o pavimento.

Gabela/Quilenda ganha
asfalto

Sete e meio dos 32 quilómetros da estrada que liga a cidade da Gabela/Quilenda, na província do Cuanza Sul, foram asfaltados e outros 25,5 terraplanados e compactados com brita, com vista a facilitar a circulação de pessoas e bens.
Para constatar o andamento das obras, o administrador municipal do Amboim, Francisco Manuel Mateus, averiguou os trabalhos de construção da via rodoviária, estando em curso também as valas de drenagem para facilitar o escoamento das águas pluviais.
Em declarações à imprensa, o responsável da empresa Carmon, Paulo Jorge,adiantou que as obras de reabilitação da estrada de Gabela/Quilenda, iniciadas em Agosto de 2016, estão a decorrer a ritmo normal.

Automobilistas clamam
Automobilistas que circulam no troço rodoviário que liga a vila do Seles à comuna do Atomé, província do Cuanza Sul, clamam pela
sua reabilitação.
Em declarações à Angop, os automobilistas alertaram para a necessidade de uma intervenção no troço de 70 quilómetros de estrada terraplanada, cuja degradação compromete o desenvolvimento da localidade.
O taxista Gregório Manuel adiantou que o mau estado da estrada tem dificultado a circulação de viaturas.
O soba Francisco Veloso adiantou que a situação é constrangedora, visto que para chegar à comuna demora-se mais de cinco horas, quando antes se consumia apenas uma.