O ministro da Geologia e Minas, Francisco Queiroz, disse recentemente em Luanda, que o Plano Nacional de Geologia (PLANAGEO) terá um impacto directo na diversificação da economia, com a arrecadação de receitas fiscais e na criação de empregos, sobretudo para a juventude. Falando no passado dia 25, na abertura da reunião do grupo técnico, de coordenação do Planageo, o governante explicou que com este projecto, o país estará dotado de mecanismos capazes para que se conheçam as reais capacidades geológicas em toda a sua extensão.

De acordo com o ministro, este conhecimento será adquirido mediante a utilização de meios técnicos de alta resolução, equipados em aviões que sobrevoarão as 18 províncias e que recolherão dados sobre anomalias geológicas, num exercício semelhante ao de uma grande radiografia do território para ver o que esta debaixo da terra.

Investimentos
Com duração de cinco anos, o plano nacional de geologia implicará um investimento de 40,5 mil milhões de kwanzas, incluindo a construção de várias infra-estruturas de apoio, como são os casos de um Instituto Geologico de angola (IGEO), laboratório central (Luanda) e dois laboratórios regionais em Saurimo (Luanda-Sul) e na Huíla. Todos eles estarão equipados com a tecnologia mais avançada, para analises geoquímicas e ainda a capacitação e formação de recursos humanos.

O Planageo será dividido em três áreas de trabalho, nomeadamente, a área Noroeste, com uma extensao de 311.676 quilómetros quadrados (km2), cuja responsabilidade será da empresa Citic; a área Leste, com 470.271 km2, da responsabilidade da empresa Impulso, que concorreram e ganharam o concurso público aberto pelo Executivo.

Ganhos
Terminado o projecto, poder-se-á programar também o uso dos recursos hídricos nacionais, assim como combater a seca e diversificação. Para o governante, este foi o espírito que norteou a institucionalização desta iniciativa, numa altura em que, segundo avançou, são muitos os países no mundo que empreenderam uma tarefa de tão grande envergadura.

Tratou-se do primeiro encontro da coordenação do plano nacional de geologia, que foi instituída em despacho presidencial com a finalidade de criar as condições adequadas para a sua implementação, desenvolvimento e materialização.

Por abranger todo o país, o projecto conta com uma vasta equipa transversal composta por vários departamentos ministeriais, onde, além do da Geologia e Minas, conta ainda com os das Finanças, Relações Exteriores, Energia e Águas, Ambiente, Ensino Superior, Ciência e Tecnologias, Construção, Transportes, Comunicação Social, Assistência e Reinsercção Social, Defesa e do Interior.