Oano de 2018 está a ser marcado com a conclusão das acções que decorriam no período 2013/2017, no Sector da Energia e Águas, sendo que do ponto de vista técnico, já existe mais disponibilidade de energia e de água. Dados do sector indicam que a capacidade de geração de energia aumentou e beneficia já 44 por cento da população. Foram construídos 1.051 quilómetros de linhas de transporte aos vários níveis de tensão nas regiões do Norte, Centro, Sul e Leste, além da instalação e construção de sistemas ou intervenções pontuais que melhoraram a capacidade de oferta em diferentes localidades do interior, incluindo com recurso à energia fotovoltaica.

Ganhos
A 17 de Dezembro entrou em funcionamento o quarto grupo gerador de energia no Aproveitamento Hidroeléctrico de Laúca, atingindo a marca de 1.336 Megawatt (MW) de potência instalada.
Segundo uma nota do Ministério da Energia e Águas, com o funcionamento dos quatro grupos geradores, de um total de seis, o projecto se mantém como a maior central hidroeléctrica em operação no país.
A operação e manutenção do projecto vem sendo realizada de maneira conjunta pela Empresa Pública de Produção de Electricidade (PRODEL) e a construtora Odebrecht, em um processo contínuo de transferência de tecnologia e qualificação do quadro técnico.

Capacidade eléctrica
A operacionalização de novas unidades geradoras de energia eléctrica no aproveitamento hidroeléctrico de Laúca, no Ciclo Combinado do Soyo e outros projectos de reforço de capacidade nas cidades do Namibe, Huambo, Benguela e Luanda, ajudaram.
A produção global de energia passou a ser predominantemente hídrica, com 78 por cento do volume global, contra os 60 que existiam antes de Agosto de 2017, tendo daí resultado uma poupança diária de combustível diesel de 669 mil litros, em média.
A distribuição de energia eléctrica conheceu um desenvolvimento satisfatório nas principais cidades do país, com excepção das cidades do Luena, na província do Moxico, Saurimo (Lunda Sul) e Dundo (Lunda Norte), que apresentam necessidades de reforço ainda por concretizar.
Foi alargado o acesso à electricidade em todo o país a mais 36.013 famílias, mercê do mesmo número de ligações domiciliares executadas nas cidades de Luanda, Huambo e Benguela.

Projectos estruturantes
O Governo deverá investir cerca de nove mil milhões de dólares, nos próximos quatro anos, para conclusão de projectos em curso de ampliação do sistema de energia eléctrica e expansão do acesso à água potável nas zonas urbanas e rurais do país.
Pretende-se, com o investimento, permitir que 50 por cento da população angolana, perto de 14 milhões de habitantes, tenha acesso à energia até 2022.
Para o efeito, estão em curso investimentos nos domínios da produção, transporte e distribuição de energia eléctrica.
No segmento da produção, estão em execução projectos estruturantes hidroeléctricos e térmicos, para electrificar capitais de províncias, como Benguela, Huambo, Lubango e Luanda.
Atenção especial será dada à distribuição e comercialização, mormente para a melhoria da eficiência das empresas e redução das perdas comerciais e técnicas.

Tecnologias nucleares
Este ano, o Executivo angolano reiterou a sua posição, responsabilidade e contínua cooperação com a Agência Internacional de Energia Atómica, no âmbito do acordo para assistência técnica em matérias sobre utilização da ciência e tecnologias nucleares como o garante do desenvolvimento sustentável.