A partir deste ano, cinco mil milhões de dólares norte-americanos serão investidos para a construção e reconstrução de infra-estruturas do sub-sector das águas, numa acção enquadrada no Plano de Desenvolvimento Nacional 2018-2022, cuja conclusão constitui prioridade do Executivo, através do Ministério da Energia e Águas.
O valor será aplicado na construção de 18 sistemas de água em sedes provinciais, 156 nas sedes municipais e outros a serem erguidos nas zonas rurais.
No seu Plano Nacional da Água, o Governo tem como um dos principais focos, o incremento progressivo de obras de construção de sistemas de abastecimento de água das sedes municipais mais populosas e de outras sedes municipais, em que o sistema de abastecimento de água se encontra fora de serviço por degradação generalizada dos equipamentos.
A expansão, com participação privada, do acesso, reabilitação e a construção dos sistemas de produção de água, particularmente para Luanda, por ser o maior centro de consumo, numa altura em que tem um défice no fornecimento de 50 por cento.
Existe também, a necessidade de se ampliar a capacidade instalada em mais 750 mil metros cúbicos de água/dia, a fim de reduzir o défice até 2022.
A preocupação do Executivo é aumentar a taxa de acesso nas zonas urbanas, que deverá atingir 85 por cento, nos próximos cinco anos. Para as população das zonas rurais, a meta é atingir uma taxa de 80 por cento, disse o ministro.
Redução do défice
Um dos focos principais continua a ser a redinamização dos projectos de construção dos novos sistemas de abastecimento de água a Luanda, fundamentais para que haja uma redução significativa do défice existente no abastecimento de água à cidade capital.
No mês de Março, o ministro da Energia e Água, João Baptista Borges avançou, em Brasília (Brasil), que cerca de 60 por cento da população em Angola (cerca de 29 milhões de habitantes tem acesso à água potável.
Angola dispõem de 77 bacias hidrográficas, cinco das quais partilhadas com os países vizinhos, como a República
da Namíbia.