A diversidade  turística de Angola, aliada ao desenvolvimento económico do país, tem estado a captar mais turistas e fluxo de mais visitantes, tendo registado a entrada de 481.168 visitantes em 2011, mais 13,2 por cento do que em 2010, o que corresponde a uma taxa de crescimento média anual de 31,7por cento entre 2006 e 2011.

A evolução do sector turístico foi potenciada essencialmente pelas relações económicas e pelo turismo de negócio. Em 2011, 48 por cento e 39,9 por cento das viagens tiveram como motivo principal os negócios e serviços.

Segundo um documento a que  o JE teve acesso, 17,2 por cento de pessoas que vieram a Angola em serviço ou negócio são provenientes de Portugal, China com 14,5, África do Sul 13, todos beneficiaram do facto de serem parceiros comerciais tradicionais de Angola.

Dinâmica económica
O sector hoteleiro e turístico apresenta-se como um dos mais promissores da economia disponibilizando um conjunto de produtos turísticos e experiências enriquecedoras aos seus visitantes, sejam oriundos do mercado interno ou externo.

A tendência de crescimento do sector da hotelaria e turismo é também visível ao nível da oferta hoteleira. Ao longo dos últimos anos, Angola assistiu um processo de recuperação, reabilitação e construção de infra-estruturas turísticas e hoteleira tendo atingido até 2011, cerca de 1.192 unidades hoteleiras e similares.

Porém constata-se que a oferta hoteleira do país é pouco qualificada, com as pensões e hospedarias a representarem 76,8 por cento da oferta hoteleira de Angola e dos 148 hotéis existentes, 62,8 por cento são de categoria inferior a 1 e 2 estrelas.

O documento aponta que a rede hoteleira encontra-se concentrada na província de Luanda com 36,5 por cento dos estabelecimentos hoteleiros e similares, face à dinâmica do turismo de negócios existente na Capital. Seguem-se as províncias de Benguela 12,9 por cento e a Huíla 8,5 por cento.

Potencial turístico
Angola apresenta um potencial turístico ainda por explorar, neste sentido o crescimento do sector do turismo é uma prioridade do Governo não só pelo efeito económico como também pelo efeito induzido noutros sectores económicos nomeadamente dos transportes, comércio, restauração e animação cultural, refere o documento.

O Plano Director do Turismo para o período 2011 a 2020 definiu uma estratégia de desenvolvimento do turismo em Angola assente em três pilares bases, produtos turísticos, mercados e destinos.

No que se refere aos produtos turísticos, Angola deverá maximizar os seus principais activos e valores e potenciar o seu posicionamento como destino de diversão e animação em África, alavancando o seu património cultural e natural, as praias e o desporto. Assim, os produtos turísticos de aposta são a cultura, o sol, mar e a natureza.

O documento aponta que Angola reconhece a necessidade de diversificar e captar novos mercados através da promoção do destino. A estratégia passa pela aposta no turismo interno, seguindo-se os países SADC e depois os mercados externos.