A Empresa Pública de Águas de Luanda (EPAL) deverá assumir totalmente o controlo da gestão dos pontos de venda de água (girafas) na capital angolana, a partir do início de 2020, anunciou uma fonte próxima ao processo.
De acordo com a fonte, a empresa está já a assumir faseadamente a gestão e o controlo das 13 girafas de abastecimento de água aos camiões cisternas, anteriormente entregues a entidades privadas.
As girafas ou pontos de abastecimento de água tinham sido entregues a entidades privadas, com base em contratos assinados há nove anos, segundo disse a fonte, que preferiu o anonimato.
A mesma fonte precisou que estão já a ser geridas pela EPAL três dessas girafas, que tinham sido entregues a privados, alegadamente devido à “vandalização” das condutas adutoras por parte dos garimpeiros do líquido.
As girafas têm auxiliado na distribuição de água potável à cidade, uma vez que não há capacidade suficiente da rede em fazer chegar água a todos os domicílios.
A EPAL, segundo a fonte, irá também trabalhar num regulamento do controlo do preço da água, a fim de evitar a especulação.
O preço de revenda está na ordem dos kz 1.500 por metro cúbico, contra apenas kz 258 por metro cúbico praticados pela EPAL, nos termos do Decreto Executivo 230/18, de 12 de Junho, sobre o Novo Plano Tarifário de Água Potável.
Assim, a EPAL e o Governo de Luanda trabalharão com outras entidades na definição das melhores formas para se pôr cobro às práticas especulativas por parte dos revendedores de água.
Em Luanda, a EPAL tem uma capacidade instalada de pouco mais de 500 mil metros cúbicos de água/dia, quando as necessidades estão acima de um milhão e 200 mil metros cúbicos.
“Esse assinalável défice poderá ser mitigado com a execução de novos projectos que se perspectiva iniciarem ainda no decorrer deste ano”, disse a fonte.