O director da Empresa Nacional de Distribuição de Energia (ENDE) na província do Huambo, Noé Mota Chitata, admitiu na passada terça-feira, em declarações à Angop, haver dificuldades no fornecimento de energia eléctrica, devido a insuficiência de produção.
Segundo o responsável, que considera crítica a situação actual do fornecimento de energia eléctrica, uma grande maioria dos consumidores estão privados deste bem, devido a redução da potência da rede.
Explicou que a potência actual está calculada em seis megawatts, contra os 50 necessários, facto que coloca em causa o normal fornecimento e, consequentemente, prejudica os clientes da empresa.
Noé Mota Chitata informou que, de acordo com a empresa produtora de energia, a Prodel, das duas centrais térmicas existentes apenas uma, a do Benfica, está a funcionar, mas não na sua totalidade, já que dois dos seus grupos geradores estão avariados.
Quanto à central térmica do Belém, de maior potência (50 megawatts) e em funcionamento a pouco menos de três meses, o director da Ende confirmou que a mesma está, provisoriamente, inoperante.
Por causa destes constrangimentos, Noé Mota Chitata fez saber que estão a ser priorizadas as zonas dos hospitais, escolas e centros político-administrativo da província, sendo que a zona peri-urbano e sub-urbana da cidade do Huambo está privada.

Dívida dos clientes

Por outro lado, cerca de 391 milhões de kwanzas é o valor da dívida acumulada nos últimos quatro meses, na província do Huambo, pelos clientes da Empresa Nacional de Distribuição de Electricidade (ENDE).
O facto foi confirmado, à Angop, pelo director local da empresa pública, Noé Mota Chitata, informando que com este montante o valor total da dívida passa a ser um 1.988.318,104 kwanzas.
Disse que a dívida aumenta todos os meses, uma vez que os clientes, entre particulares e colectivos, não têm o hábito de pagar regularmente o seu consumo, prejudicando, assim, a Ende.
Para reverter esta situação, disse estarem a ser reforçadas as acções de sensibilização dos consumidores no sentido de mudarem de mentalidade, de modo a recuperar a dívida, assim como têm sido efectuadas campanhas de cortes massivos nas áreas com dívidas mais avultadas.
O director da Ende na província do Huambo também manifestou preocupação com os actos de vandalização da rede e dos sistemas de distribuição, facto que tem gerado enormes dificuldades.
Na província do Huambo, a Empresa Nacional de Distribuição de Electricidade controla 58 mil clientes, distribuídos nas cidades do Huambo e Caála e nas vilas do Lossambo e Bailundo.