Cerca de 20 milhões de dólares serão investidos para um projecto que visa a instalação de energia solar, estruturas híbridas, baterias e serviços no segmento das telecomunicações.
A iniciativa é da empresa Anglobal que opera no mercado angolano há já 15 anos, com uma facturação anual de 100 milhões de dólares, cujo plano estratégico para os próximos três anos é o de alcançar 150 milhões, que resultará na expansão do negócio.
A aposta do investimento para o segmento das energias limpa, renovável verde e sustentável, tem como propósito de evitar a poluição ambiental, segundo fez saber em Luanda, o responsável dos projectos da empresa, Artur Chaves.
A aposta nas energias renováveis teve início em 2017, com a cooperação estratégica do Departamento de Energias Renováveis, em Portugal.

Implantação do projecto
Para a implantação do novo projecto foi acrescida a aplicação de um milhão de dólares para a aquisição de equipamentos e serviços, factor que permitiu criar mais “robustez” à empresa.
Resultou também na obtenção de uma planta particular com capacidade para gerar 102 kilowats bem como 420 painéis solares que geram 235 kilowats cada.
O também engenheiro de telecomunicações indica que vão ser montados 650 painéis solares que produzirão uma potência energética de 80 kwatts, assim como o reforço de 120 megawatts.
Além da aplicação financeira, a aposta da firma incide na formação e superação constante dos colaboradores estimados em cerca de 570 e 182 prestadores de serviço, e tem presença assegurada em 64 municípios divididos nas 18 províncias do país.
A empresa prevê abrir uma sucursal em São Tomé e Cabo Verde.
“A intenção é cobrir o mercado de energia, porque hoje, a empresa tem muito serviço na parte de telecomunicações. Queremos diversificar os nossos serviços, logo, a meta é atacar essa parte de energia, porque é onde estão os financiamentos do Banco Mundial, as bolsas de desenvolvimento” revelou.
O responsável acrescentou que é preciso aumentar a capacidade de geração das energias limpas, no mercado nacional.
Artur Chaves assegurou que a Anglobal tem firmadas parcerias com o Centro Integrado de Formação Tecnológica (CINFOTEC), para a formação e capacitação de recursos humanos, com o objectivo de melhorar a prestação de serviço.
A empresa Anglobal foi constituída em 2003, quando as telecomunicações em Angola estavam na fase inicial.
Desde o início, a firma oferece soluções de engenharia para telecomunicações e energias.
Os primeiros “sites” de telecomunicações foram implementados no início de 2004. Em 2011 surgiu uma nova área de negócio, com o desenvolvimento do primeiro grande projecto de “Fibra óptica”, a nível nacional.
A empresa, projectou e implementou o primeiro projecto de “FTTx” em 2012.
O investimento em recursos humanos e técnicos tem sido uma aposta contínua, segundo fez saber o empresário, tendo como objectivo alcançar um crescimento e atingir a fase de maturidade que permitiu a estratégia de internacionalização.