O projecto da Empresa Provincial de Água de Luanda (EPAL) das 700 mil ligações domiciliares encontra-se executado em 80 por cento, sendo que 300 mil ligações estão acabadas e permitem jorrar o líquido em vários municípios de Luanda, revelou, recentemente, o administrador para a área de Projectos e Investimentos da empresa, Albertino Viegas Gomes.
Falando à imprensa, nas instalações da ETA-Sudeste, no Kikuxi, município de Viana, quando fazia um balanço do projecto, o gestor revelou que já foram executadas 533.923 ligações (80 por cento) domiciliares das quais 280.215 (52) encontra-se em fase de exploração, beneficiando cerca de 1.401.075 habitantes.
A partir da próxima semana, avisou, prevê-se concluir os testes que estão a decorrer, para aferir o desempenho das infra-estruturas executadas na zona do Benfica, 9.704 nos bairros (Benvindo, Kifica, Honga, Cabo Lombo e Praia da Nicha), Cacuaco, 6.858 ligações no bairro Boa Esperança3, Vidrul, Hota Nganga e parte do bairro Boa Esperança Central.

Mais projectos

No Sambizanga, 20 mil (Ndala Mulemba, bairro Uíge, Anteros e São Pedro da Barra), Kilamba Kiaxi, 16.177 (soba Capassa, 28 de Agosto, 4 de Abril, Nginga Mbandi, e Progresso), Maianga 15 mil (Gamek, Morro parte do Morro Bento), Cazenga, 19 mil, /São João, Santo António, Ilha do Novembro e Mabor).
Deu a conhecer que a Epal-EP vai, durante o corrente mês, de forma regular abastecer mais de 70.562 famílias nestas zonas.
Para a execução desta empreitada com conclusão prevista para finais do ano em curso, o responsável esclareceu que a Epal contratou a empresa Sinohydro Corporation, para executar 254.507 ligações distribuídas em Viana, Cacuaco, Kilamba Kiaxi e Sambizanga, e a empresa Guangxi Hidroeletric Constrution Bureau para executar 415.076 ligações distribuídas no Cazenga, Rangel, Ingombota, Samba, Futungo e Maianga, no valor global de 249.595.941 dólares americanos.
Segundo o engenheiro, o projecto tem sido implementado de forma faseada, compreendendo quatro fases distintas, nomeadamente elaboração dos estudos e projectos, execução das infra-estruturas, testes para aferir o desempenho das mesmas e a última consiste na exploração da rede.

Gestão sustentável dos lodos

A gestão sustentável dos lodos (solo argiloso) nos esgotos poderá ser uma alavanca muito importante para o Estado angolano e para a sua economia, considerou, recentemente, em Luanda, o presidente da subcomissão 3 da Associação Africana das Águas (AFWA), Papa Samba Diop.
Segundo a Angop, o responsável falava na abertura do seminário sobre gestão sustentável dos lodos (solo argiloso) e esgotos, que decorreu em Luanda, de 14 a 17, numa parceria entre a AFWA e a Empresa Pública de Água de Luanda (EPAL), no âmbito do programa anual da associação, no qual foi escolhido para preparar futuros técnicos sobre a matéria.
A fonte considerou ser um benefício para o Estado porque vai permitir reduzir despesas de saúde pública, cinco vezes menos, e do ponto de vista social far-se-á uso possível das melhores tecnologias neste campo.
Realçou que o projecto piloto foi lançado há um ano e sete meses como período de implementação em cinco países, e pode demorar entre 24 e 36 meses.
Indicou que os projectos dos Camarões, Costa do Marfim, Senegal, Uganda, Zâmbia, Burkina Faso e Mali, já se encontram no Banco Africano de Água, para serem analisados e pode ajudar na planificação e mobilização de financiamento.
O projecto conta com a asistência da Afwa e é financiado pelo Banco Mundial e a Fundação Bill e Melinda Gate que, desenvolveram acções de recuperação dos lodos das fossas cépticas e de esgotos urbanos com a finalidade de serem utilizados na agricultura.
Na sua intervenção, o presidente do Conselho de Administração da Epal, Leonildo Ceitas, solicitou aos especialistas e representantes de várias instituições para que transmitam as suas experiências nesse domínio.
O encontro vai discutiu, entre outros temas, a gestão dos lodos e esgotos (armazenamento, recolha e transporte), exploração de uma estação de tratamento de lodo fecal e ferramentas necessárias para a criação de um projecto de gestão de “lodo feca”.