A Empresa  Pública de Águas de Luanda (EPAL) produz, actualmente, uma média diária de 50 mil metros cúbicos (m3) de água potável, para a província de Luanda, a partir dos rios Kwanza, Kifangondo e Bengo, garantiu, recentemente, em Saurimo (Lunda Sul), o presidente do Conselho de Administração da empresa pública, Diógenes Diogo.
Em termos de extensão da rede, acrescentou que, a Epal tem disponível cerca de 600 quilómetros (km) e adutoras com 70 km, distribuídos
em 410 mil clientes inscritos.
O projecto de ligação domiciliar, denominado “700 mil ligações” que previa a renovação da rede para garantir uma nova estabilidade no fornecimento de água em Luanda, está paralisado, por falta de financiamento.
Ressaltou que o Executivo angolano está a trabalhar para a execução dos projectos “Bita” e “Quilonga”, que prevê uma capacidade para um milhão de metros cúbicos de água por dia, a fim de melhorar
o fornecimento de água.
Reconheceu a insuficiência no abastecimento do “líquido precioso” às populações, o que obriga os técnicos da empresa a realizarem diariamente “manobras” na rede para garantir o
fornecimento de forma faseada.
Com a recuperação de alguns equipamentos, segundo o PCA, foi possível ultrapassar os 460 mil m3 de produção para 550 mil e pretende aumentar a capacidade instalada para satisfazer as necessidades da população.

Vandalização das condutas
Nos últimos tempos, ocorreu a vandalização ao longo das condutas, o que tem criado embaraços e insatisfação por parte do sector que conta com 14 Estações de Tratamento de Água (ETA), 27 centros de distribuição de água, nos diferentes bairros da cidade de Luanda.
Admitiu existirem dívidas elevadas por parte dos clientes, incluindo de algumas Instituições Públicas e Industriais, o que cria um “certo constrangimento” em termos de gestão.
Para contrapor a situação, Diógenes Diogo apontou a criação de uma “mini- Epal”, em cada município para atender as preocupações dos cidadãos.
O projecto está inserido no novo modelo de gestão que passa pelo agenciamento dos seus serviços a terceiros, respondendo aos “desafios da municipalização”.
A partir deste ano, a Epal prevê implementar um sistema de telemetria e telegestão para detectar rupturas e avarias na sua rede de distribuição.