A Empresa Pública de Águas de Luanda (EPAL) está a desenvolver um conjunto de acções que visam melhorar o abastecimento do “precioso líquido” aos cidadãose firmas de Luanda.
Segundo o seu plano estratégico que começou a ser implementado em 2016 e que vai até 2020, a que o JE teve acesso, o destaque recai para o aumento de clientes, facturação e cobrança, sendo que a intenção é atingir a cifra de 1 milhão de clientes cadastrados.
Para o êxito deste objectivo, a empresa pública está empenhada na implementação do projecto das 700 mil ligações domiciliares, que poderá contribuir para um crescimento acelerado.

Linhas de actuação
A fonte sustenta que o maior desafio da Epal é o de melhorar a “performance” na cobrança, daí que está a se preparar a nível tecnológico, para fazer face à demanda no período 2018/2020.
“Este será o principal foco de intervenção da área comercial, que vai orientar as suas equipas numa lógica de afectação de clientes pelos gestores de clientes, garantindo uma avaliação do desempenho de cobranças por cada colaborador da área comercial”, sublinha o plano estratégico da empresa.
Estão a ser abertas novas agências comerciais, além de novos serviços de cobrança bancarizada, em articulação com a implementação do serviço de atendimento ao público, permitindo desta forma a melhoria do desempenho de cobrança que se espera sair de cerca de 40 por cento para 80 em 2020. No quadro da estratégia, a Epal está a implementar grandes projectos de infra-estruturas, como por exemplo, na Estação de Tratamento de Águas do Bita e a do Quilonga.
Depois de concluídos, estes empreendimentos vão ajudar na melhoria da qualidade da água distribuída, reforço “exponencial” da capacidade de tratamento e distribuição de água.
Com este desiderato, sustenta a fonte, a empresa poderá da resposta “às expectativas de melhoria das condições de vida das populações e às necessidades de desenvolvimento económico do país”.
Consta ainda dos desafios da empresa pública, a continuação da capacitação permanente dos recursos humanos, através da implementação de um programa formativo adequado à função de cada trabalhador.
Atenção especial também será dada no aprofundamento das soluções em tecnologia de informação, ao serviço de todas as áreas operacionais, logística e de gestão da empresa pública. Será igualmente melhorada a capacidade de aprovisionamento da firma, com destaque para a construção de armazéns para matérias subsidiárias e depósito de reagentes.

Serviços e crescimento
Actualmente, a firma que actua em toda a extensão da província de Luanda, onde até Maio de 2017 tinha cerca de 455.571 clientes.
A empresa pública conta com 14 agências comerciais, três sub-agências e 13 postos de cobrança. Tem uma rede de distribuição de 9.216 quilómetros, capacidade de 380.487 metros cúbicos por dia de água tratada, 14 ETAs e 26 centros de distribuição. A Epal tem ainda três áreas operacionais e 1.802 trabalhadores.

Fornecimento

Acesso à água potável ainda é deficitário no Huambo

O acesso à água potável na província do Huambo ainda é difícil, principalmente nas zonas rurais, uma situação que obriga muitos cidadãos a percorrer longas distâncias.
O facto foi assumido na passada terça-feira, nesta região do país, pelo director local do gabinete de Infra-Estruturas e Serviços Técnicos, Francisco Neto, na abertura do seminário de formação dos técnicos das administrações e comunitários.
Explicou que o difícil acesso à água potável está na base de doenças diarreicas agudas, febre tifóide, cólera e outras patologias, o que exige uma intervenção urgente das autoridades para inverter esta situação.
Anunciou que o governo da província do Huambo está a trabalhar na recuperação dos sistemas de abastecimento de água potável, na instalação de novos centros de distribuição e pontos de captação nas localidades com mais necessidades.
O director do gabinete de Infra-Estruturas e Serviços Técnicos reconheceu o papel da Development Workshop (DW), organização não-governamental canadiana, que tem implementado, nesta província, diversos projectos de abastecimento de água potável à população.
Afirmou que o modelo de gestão comunitária desenvolvido por esta organização constitui uma ferramenta que visa apoiar os técnicos das diferentes instituições ligadas ao abastecimento de água, para o garante da sustentabilidade dos mesmos com a componente saneamento total, liderado pelas comunidades.
A DW está presente na província do Huambo desde 1997, já construiu 1.370 pontos de água nos 11 municípios, para beneficiar aproximadamente 140 mil famílias, sobretudo residentes em zonas com difícil acesso à água potável.