A Empresa Pública de Águas de Luanda (Epal) vai aumentar os níveis de qualidade da água que distribuiu, tendo em conta o seu plano de cooperação com outros laboratórios de referência a nível do mundo, segundo afirmou o presidente do Conselho de Administração da empresa, Leonídio Ceita.
Informou que a colaboração que mantêm com laboratórios de países como Portugal e Israel vão conferir maior credibilidade e melhorar cada vez mais a qualidade do “precioso liquido”, tendo acrescentado que a água que Luanda consome está dentro dos padrões da organização mundial.
O gestor que falava à margem do seminário sobre “Controlo e qualidade da água em Angola”, promovido pelo Ministério da Indústria esclareceu que a empresa poderá atingir os 750 mil metros cúbicos de água até final de Julho, um acréscimo de 60 por cento de abastecimento na cidade de Luanda.

Mais água
Assegurou também que os projectos de abastecimento do Bita e Quilonga poderão permitir que Luanda tenha acesso a água potável 24h/24.
Sobre as reclamações que surgiram recentemente por parte de clientes das centralidades do Sequele e Kilamba, sobre a má qualidade da água, Leonídio Ceita disse que muitas vezes as condutas são destruídas por garimpeiros que partem a tubagem causando danos na qualidade da água.
Sublinhou que já está em curso contratos com empresas para a colocação de sensores para permitir registar anomalias que poderão surgir caso houver interrupções no seu funcionamento.
Referiu ainda que cada cidadão deve ser um parceiro da Epal denunciando práticas de garimpos afim de se prevenir o pior.
Segundo disse constam dos projectos da Epal a construção de laboratórios municipais que estarão à disposição da comunidade escolar local, com os estudantes poderão praticar as ciências químicas e biológicas.

Acreditação
Na ocasião, a directora geral-adjunta para Áera Técnica do Instituto Angolano de Acreditação (IAAC), Cláudia de Lima Simões frisou que a sua instituição está numa fase de preparação para dar início à acreditação
de laboratórios do país.
Precisou à imprensa que a certificação ainda é feita através do Sadca, que é o organismo regional para os países da Sadec.
“Neste momento estão acreditados os laboratórios da Brumangol e da Refriango que foram certificados por organismos internacionais, muito antes da criação do IACC”, afirmou.
Explicou que é importante a acreditação dos produtos locais para conferir qualidade e confiança no processo de exportação
Durante o evento foram abordados temas como “Gestão e tratamento da água: caso da Epal”, “Procedimentos internos de um laboratório acreditado”, Gestão comunitária da água”, “protecção ao consumidor” , Água Saneamento e saúde, entre outros temas.