O projecto grémio do milho denominado “Epungo” vai ser reactivado pela direcção da Câmara do Comércio da Huíla, com vista a redinamizar o processo de produção, escoamento e aumentar as unidades de cultivo com a adopção de novas tecnologias, no quadro do programa de diversificação económica.
O presidente da Câmara de Comércio e Indústria na Huíla, Ventura Hatewa, que prestou a informação ao JE, no município do Cuvango, disse que para a concretização do projecto enquadrado nas políticas do Executivo de diversificar a economia, a instituição precisa de mil milhões de kwanzas para capitalizar e potenciar a rede de comercialização dos produtos dos filiados.
Afirmou que a reactivação do grémio do milho na província accionam-se os mecanismos de activar a rede comercial de cereais (milho, massambala e massango) e a sua dinamização nas áreas de cultivo.
“Com a reactivação do projecto grémio de milho Epungo daremos um impulso no processo de abertura de mais vias de acesso às zonas produtivas a outros mercados do país”, disse Ventura Hatewa.
Um dos objectivos da reactivação do grémio é a auto-suficiência alimentar uma vez que o país ainda vive de importações de bens alimentares.
Disse que uma das preocupações actuais da câmara prende-se com as dívidas, porque alguns empresários prestaram serviços diversos ao governo local e central e, infelizmente estas empresas até ao momento não foram pagas, o que está a originar constrangimentos.
A falta de funcionamento efectivo dos silos construídos nos municípios da Matala, Caluquembe e Caconda, província da Huíla, preocupa o presidente da Câmara de Comércio e Indústria local.
Defendeu uma linha de crédito específica para apoiar os comerciantes e poderem iniciar com a comercialização.
A Câmara de Comércio e Indústria da Huíla controla actualmente um total de 60 filiados. AM