Mais de mil Escolas de Campo serão implantadas em todo o país, para apoiar os pequenos agricultores, informou, a representante da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) em Angola, Gherda Barreto.

Falando aos jornalistas, na cidade do Cuito, província do Bié, onde constatou o grau de implementação das acções formativas aos camponeses na metodologia das Escolas de Campo, no âmbito do Projecto de Desenvolvimento da Agricultura Familiar e Comercialização, MOSAP II, adstrito ao Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA), em implementação nas províncias do Bié, Huambo e Malanje, Gherda Barreto disse estar satisfeita com a execução do projecto.
A representante da FAO reconheceu que Angola tem dado passos significativos no combate à fome, graças aos sucessivos investimentos do Governo angolano, no Sector agrário, com realce para a agricultura familiar, através de diferentes programas em execução.
A responsável disse que a aposta do Executivo na agricultura familiar é inteligente, já que vai garantir a curto prazo, resultados importantes para o país, no domínio do combate à fome e à má nutrição.
“Em Angola, os números indicam que grande parte da população vive da agricultura familiar, por isso a aposta do Governo na implementação da actividade de apoio e ajuda a esta franja da sociedade, tem se revelado uma estratégia inteligente que vai contribuir para a melhoria de vida, e diminuir a pobreza no país”, realçou.

Apoio garantido

Manifestou a disponibilidade da sua organização em continuar a apoiar o Executivo angolano, na elaboração de políticas públicas e formação de quadros do sector agrícola.
“Somos parceiros do Governo de Angola vamos continuar a contribuir em acções que contribuam para o combate da fome e melhorar a situação alimentar das populações, mas para isso é necessário, continuarmos a formar quadros ”, destacou.
Quanto à metodologia das Escolas de Campo em curso no país há 15 anos, a responsável mostrou-se satisfeita pelos resultados que a mesma tem vindo a registar, com a formação de vários técnicos do Sector agrário, em várias matérias ligadas ao campo.
“Há bons resultados de facto. Fruto disto são os ganhos que as comunidades onde já existem Escolas de Campo têm obtido, o que tem despertado interesse de outras regiões onde ainda não existe esta metodologia”, informou.
A gestora revelou que o próximo passo, será apoiar os camponeses da província do Cunene.