O Ministério da Agricultura e Florestas em parceria com organizações internacionais implementaram em várias área rurais de Angola, um projecto virado para a formação e superação de agricultores denominado “Escolas de Campo”, com o envolvimento de aproximadamente 1.250 escolas, tendo beneficiado mais de 30 mil camponeses, entre homens e mulheres.
Segundo um documento a que o JE teve acesso, o projecto desenvolvido no âmbito do Projecto de Agricultura Familiar Orientado para o Mercado (MOSAP), deste número mais de 350 camponeses cumpriram e superaram o primeiro ciclo de formação e 100 outras chegaram até a terceira etapa.
As “Escolas de Campo” têm ainda como objectivo, a coesão social comunitária, adopção de novas práticas por parte dos camponeses, estimular o entendimento do agro-ecossistema, métodos e técnicas envolventes à produção agrícola.

Processo formativo
Durante o processo formativo, cerca de 240 pessoas participaram em acções de “mestres formadores”, sendo que 50 por cento têm capacidades para realizar ou apoiar a realização de formação de facilitadores, num universo de 1.681 agricultores.
Com a formação, conforme revela o documento, nota-se uma melhoria significativa na selecção de sementes e rendimento nas plantações.
Em 10 anos de trabalho, o Ministério e os seus parceiros implementaram vários projectos que estão a contribuir para o desenvolvimento da actividade produtiva.
A nossa fonte destaca o desenvolvimento progressivo em programas das Escolas de Campo (ECA), com enfoque aos temas ligados a técnicos básicos como a gestão de cultivos (mandioca, feijão, hortaliças e a rotação de cultivos).
O documento aponta que as ECA são uma metodologia flexível para desenvolver o potencial formativo e transformador, sendo uma mais-valia para o sector.
Existem outras figuras com o graus de formação média, como por exemplo, o de “Facilitadores Chave 200”, que são produtores com a capacidade para auxiliar os técnicos da Instituto de Desenvolvimento Agrário que poderão ajudar no programa de extensão rural.

Envolvência
A iniciativa engloba também técnicos das Estações de Desenvolvimento Agrário (EDA) que servem para a supervisão das ECA ou pessoas com formações específicas de apoio ao processo de facilitadores de alfabetização”, além de técnicos capacitados para monitorar e realizar balanços nas ECA.
Outro ponto a destacar é a evolução ou incorporação de “Facilitadores Chaves” como auxiliares das EDA, servindo como elementos de apoio à instituições públicas nas suas próprias comunidades para a realização de trabalhos de extensão rural.
O Ministério da Agricultura e Florestas revela que entre 2018-2022 vai recorrer às ECA como parceiros estratégicos para o desenvolvimento das prioridades para o sector, em que se destaca o aumento da segurança alimentar, projecto que tem como meta o crescimento da agricultura familiar.
A iniciativa visa igualmente, melhorar a gestão sustentável e coordenada dos recursos naturais, além do aumento da resiliência dos meios de subsistência às alterações geradas pelas
mudanças climáticas.