Segundo um documento que o JE, teve acesso, no âmbito dos desafios relacionados com as mudanças climáticas, foi apoiada a deslocação no mês passado de uma Delegação, que integrou técnicos dos Ministérios do Ambiente, Energia e Águas e Telecomunicações à província do Cunene e à Oshakati – Etosha (Namíbia).

A missão planificada conjuntamente com o Ministério da Agricultura, Água e Florestas da Namíbia, teve como objectivo observar as boas experiências em termos do Sistema de Alerta Prévio, e trabalhos conjuntos desenvolvidos com as lideranças locais e as comunidades.
A fonte realça que, a parceria entre os Governos de Angola e da Namíbia é fundamental para a implementação de projectos na Bacia do rio Cuvelai, que nasce no município de Cuvelai e termina em Etosha (Namíbia).
Existe um trabalho permanente entre às partes e a agência das Nações Unidas, para desenvolver as comunidades do Sul de Angola e do Norte da Namíbia, com mecanismo de resiliência aos efeitos das secas e das cheias.
Para apoiar o planeamento de adaptação e melhorar o sistema de alerta rápido e o monitoramento do clima, o projecto intitulado “Promoção do desenvolvimento de resiliência ao clima e reforço da capacidade de adaptação para suportar riscos na Bacia Hidrográfica do rio Cuvelai” promoveu trocas de experiência com diversas instituições do Governo angolano.
Fizeram parte o Ministério do Ambiente (MINAMB), o Instituto Nacional de Recursos Hídricos (INRH), o Instituto Nacional de Meteorologia (INAMET), o Gabinete para Administração das Bacias Hidrográficas do Cunene, Cubango e Cuvelai (GABHIC), a Direcção Provincial de Urbanismo e Ambiente e a Protecção Civil da província do Cunene.
“Estamos com as nossas atenções voltadas às comunidades e aos pequenos agricultores. Agradecemos aos nossos parceiros pelo apoio e pela confiança, com a certeza de que o trabalho em equipa gera maior impacto positivo”, comentou Verónica Molina, oficial de Adaptação Climática do Pnud.
Ainda no mês de Março do corrente, foi lançado no Cuito (Bié), o projecto de Desenvolvimento da Agricultura Familiar e Comercialização, Mosap 2, que constitui a continuação do Projecto de Agricultura Familiar Orientado para o Mercado.
O objectivo é aumentar a produção e a produtividade dos pequenos produtores familiares, além de impulsionar a comercialização.
Aponta o documento que “Se a concentração de pobreza é maior nas zonas rurais, lá também estão as melhores oportunidades de criar e implementar iniciativas como esta que melhorem as condições e erradiquem a pobreza”.
O projecto também tem um papel fundamental no fortalecimento do papel da mulher, uma vez que um terço dos
lares das região são liderados por mulheres.
O Mosap 2 também é um passo importante rumo à graduação a país de renda média, que ocorrerá em 2021, uma vez que o estímulo ao sector da agricultura diminuirá a dependência do petróleo, a pobreza, e certamente melhorará a cadeia de valor e os conhecimentos técnicos na gestão da administração pública e das famílias.