A política nacional de desenvolvimento urbano deve estar alinhada ao desenvolvimento sustentável, tendo em conta os instrumentos de planeamento territorial já existentes no país, considerou, na semana passada, em Luanda, a ministra do Urbanismo e Habitação, Branca do Espírito Santo.
Branca do Espírito Santo que discursava na cerimónia de abertura do IV Fórum Urbano Nacional, afirmou que o desenvolvimento urbano deve ter em conta os instrumentos de planeamento territorial já existentes, como o plano nacional estratégico da Administração do Território, Planeat 2030” e os planos de desenvolvimento municipais.
“A política deverá também estar alinhada ao Plano Nacional de Ordenamento do território (PNOT), um quadro de referência e integrador que garante a harmonização entre os diferentes instrumentos de planeamento e da lei do ordenamento do Território
e Urbanismo”, realçou.
Na sua óptica, o desenvolvimento Urbano deve estar alinhado a nova agenda (NAU), a declaração que resultou do Habitat III e a conferência das Nações Unidas sobre Habitação e desenvolvimento Urbano que aconteceu em Quito.

Crescimento

A ministra esclareceu que o encontro de Quito contém a visão partilhada do modo como as cidades e aglomerados humanos deverão ser planeados, desenhados, financiados, desenvolvidos,
governados e administrados.
Estima-se que em 2050, cinquenta por cento da população mundial esteja a viver nos centros urbanos.
Angola, já ultrapassou esta cifra, pois os dados do censo de 2014 certificam que 60 por cento da população vive nos centros urbanos.
O fórum Nacional é um espaço de conhecimento e de partilha de informação sobre as politicas urbanas.