O Ministério da Agricultura e Florestas apresentou um memorando que visa criar um mecanismo eficiente e eficaz para aquisição da colheita de milho aos agricultores familiares, numa altura em que se espera que os níveis de produção da 1ª colheita do ano agrícola 2017/2018, venham a ser acima da média, nas províncias do Centro Sul, particularmente no Huambo, Bié e Cuanza Sul.
Segundo um documento da instituição será criado um grupo técnico, que integra quadros dos Ministérios da Agricultura e Florestas, Economia e Planeamento, Comércio, Defesa e o das Finanças, para realizarem todas diligências inerentes ao mecanismo.
O que se propõe é que haja um “Preço Mínimo de Referência” (PMR) do milho em grão, a ser cobrado pelos agricultores familiares aos produtores industriais, com humidade máxima de 21 por cento, seja fixado em 110 kwanzas por quilograma e 290 para o feijão.
Os grandes consumidores públicos deverão licitar a aquisição dos referidos produtos, com lançamento prévio de um concurso público, em que haveria a garantia da fixação de um Preço Mínimo de Referência (PMR).
A aquisição no final, deverá ser direccionada, em grande medida, para os grandes consumidores públicos. Contudo, deve antes, ser definido o circuito que será tomado, que começa com a aquisição aos agricultores, até chegar aos destinatários (Defesa/Forças Armadas, Interior, Saúde e, eventualmente, Educação).

Mecanismo de aquisição
A fonte acrescenta que uma das soluções poderá ser pela via da criação de um mecanismo de aquisição pública da produção do milho e feijão, num cenário em que a aposta governamental se rege pelo apoio à produção interna, através do incentivo à economia, aos agricultores familiares, à diversificação das exportações, e à substituição de importações.
Os produtos adquiridos deverão ser canalizados, para os grandes consumidores públicos, Forças Armadas Angolanas, Polícia Nacional e Serviços Prisionais e da Saúde (hospitais públicos). Esse mecanismo deverá ser integrado pelos agricultores, produtores/comerciantes e o governo.
A fonte indica que tendo em conta os constrangimentos históricos enfrentados, essencialmente, pelos produtores familiares, aliado ao facto de projectar-se uma produção agrícola acima do esperado, antevê-se alguns constrangimentos pelos agricultores, na comercialização, devido ao seu fraco poder negocial.
“Perspectiva-se, que os agricultores comercializarão esses produtos a baixo preço”, revela a fonte.