O Ministério da Indústria vai implementar até 2015 um sistema integrado de gestão de três unidades têxteis, actualmente em construção nas províncias do Kwanza-Norte, Luanda e Benguela, como forma de afinar o circuito produtivo das referidas unidades e permitir que haja maior interacção na cadeia produtiva.

A garantia foi dada quinta-feira (14), por Matos Cardoso, Presidente do Conselho de Administração da ”Mainha Yeto”, uma empresa responsável pela edificação dos projectos, à margem da visita efectuada pela ministra da Industria, Bernarda Gonçalves Martins, às obras de construção de duas unidades de produção de tecidos e de confecções, na cidade do Dondo, sede do município de Kambambe.

Modelo de gestão
Na ocasião, o responsável referiu que o aludido modelo de gestão permitirá a elaboração, em conjunto, de um plano de exploração, consubstanciado na formação de quadros nacionais, aquisição de matéria-prima e de exportação do produto das fábricas Satec (Kwanza Norte), Textang II (Luanda) e África Têxtil, em Benguela, dando assim maior fluidez na cadeia produtiva de bens de origem têxtil.

Na Satec, cujas obras de reedificação tiveram início em Outubro transacto, serão fabricados tecidos de lã e algodão, destinados à confecção de t-shirts e colchas, num investimento orçado em 400 milhões de dólares, financiados pelo governo angolano, a partir da linha de crédito do Exim Bank do Japão, estando actualmente as obras com uma execução estimada em 15 porcento.

Projecto
Actualmente, trabalham nas obras 200 operários, 60 por cento dos quais angolanos, podendo o empreendimento oferecer cerca de 3.000 postos de trabalho directos até 2015, altura a partir da qual se prevê o início do processo de fabricação. Matos Cardoso precisou que em Benguela será produzido tecido para toalhas e lençóis, enquanto em Luanda, cujo arranque está para breve aguardando-se apenas por acertos de fórum técnico, serão produzidos tecidos para calças e fardamentos.

Matéria-prima
Para a funcionalidade de tais empreendimentos, a matéria-prima será adquirida localmente, tendo em atenção o início da produção do algodão na província do Kwanza Sul, bem como no mercado externo, com destaque para Moçambique, Tanzânia, Zimbabwe e Guiné Equatorial, ao mesmo tempo que poderão surgir novos produtores nacionais de algodão.

Todas estas operações, de acordo com a fonte, visam reconstituir a produção nacional da malha industrial, fazendo de Angola um país capaz de exportar, em média escala, produtos de origem têxtil. A comitiva ministerial visitou as obras e a zona do futuro Pólo Industrial de Kambambe, onde serão erguidas 70 novas fábricas de diversos ramos.