A crescente procura de matérias de construção civil tem incentivado vários investidores  a apostarem neste mercado promissor. É o caso da T-Angola, fábrica angolana ligada a produção de tecto falso e molduras em gesso, que este ano pretende aumentar a sua produção e consequentemente a facturação.

Localizada no município de Viana, em Luanda, a unidade fabril foi construída numa área de 4.000 metros quadrados e tem capacidade para produzir 3.000 placas/dia, perfazendo um total de aproximadamente 72 mil placas por mês, número que pode aumentar para 144 mil placas/mês, dado o aumento da procura no mercado.

Segundo o gerente da unidade industrial, José de Oliveira, um dos principais constrangimentos que a indústria tem enfrentado no mercado nacional, prende-se com a concorrência dos produtos importados, que em muitos casos faz com que as fábricas tenham em stock muito material.

O gerente da fábrica entende que a valorização dos produtos feitos em Angola deve ser acompanhada pelo Executivo angolano, por forma a incentivar a indústria local de construção civil, medida que vai também promover a criação de emprego. Actualmente a unidade industrial tem como principais clientes as construtoras Bricomat, TD Constrói, JCP, Kilomba, Cubo, Cimianto e Fermat, além de particulares.

Matérias-primas
Além do fabrico de tecto falso, a unidade industrial também produz pedras artificiais, centros, escócias decoradas, baquetões e angulares, além de frisos, centros e aros, e peças decorativas tudo feito à base de gesso.

Para a produção, são introduzidos mais dois componentes, designadamente a água e fibra. A indústria conta com uma mão-de-obra composta por 16 trabalhadores. A empresa também tem apostado na formação e capacitação profissional dos trabalhadores, em várias áreas nomeadamente a pintura, a serralharia e a carpintaria.

No mercado nacional há dois anos, com um investimento inicial de mais de 192 milhões de kwanzas (cerca de dois milhões de dólares), a T–Angola prevê aplicar brevemente cerca de 33,6 milhões de kwanzas (350 mil dólares), para a aquisição de uma máquina que servirá para empacotar todos produtos feitos na instituição, medida que visa diminuir os custos neste processo.

Com vista a exportar os seus produtos para outros mercados africanos, a empresa pretende numa primeira fase, apostar em Cabo Verde, Moçambique e São-Tomé e Príncipe, projecto que está dependente do comportamento do mercado nacional.