A carência de sacos de plásticos que se registava nalguns estabelecimentos comerciais e unidades produtoras da região Sul, nomeadamente nas províncias da Huíla, Namibe, Cunene e Cuando Cubango vai ser ultrapassada, com a entrada em funcionamento da fábrica “Huíla Packaging-SA”.
A indústria instalada no município da Humpata (22 quilómetros a Oeste da cidade do Lubango) é o corolário de um investimento de 5,8 milhões de dólares namibianos e projectada para produzir diversos tipos e tamanhos de sacos plásticos
para utilização diversa.
Projectada para produzir acima de 50 mil sacos plásticos por dia, a unidade pretende satisfazer as necessidades de todos os estabelecimentos comerciais do país e reduzir, substancialmente a importação dos referidos recipientes.
A directora da “Huíla Packaging-SA”, Marília Deysel, que está optimista da receptividade do produto no mercado nacional, explicou ao Jornal de Economia e Finanças que a unidade possui linhas de produção e concedeu numa primeira fase enquadrou 15 cidadãos nacionais.
“Os postos de trabalhos vão aumentar de acordo com a reacção do mercado, abrindo também possibilidades para encomendas em função das especificidades dos produtores nacionais”, disse, acrescentando que a fábrica tem capacidade para dar resposta aos recipientes de lixo.
A gestora revelou que a empresa projectou atingir, brevemente, 50 trabalhadores onde a maioria vai beneficiar de formação específica de modo a possibilitar a entrada em funcionamento da linha de produção
de louça descartável.
“Estamos empenhados para tornar os preços mais acessíveis e abrangentes para todos os consumidores”, augurou.

Mais-valia
O presidente da Associação Agro-pecuária Comercial e Industrial da Huíla (AAPCIL), Paulo Gaspar, considerou o arranque da indústria de plástico como uma mais-valia para a região, em particular, e o país em geral, “por haver agora condições para se evitar o recurso à importação”.
“A região Sul e não só precisam de mais investidores com capacidade de apostar os seus recursos em várias regiões país e criar mais emprego para os jovens que concluíram a formação em várias especialidades, evitando assim o aumento do desemprego”, afirmou.
Por sua vez, o governador provincial da Huíla, João Marcelino Tyipinge, que procedeu a inauguração da unidade fabril disse, que a entrada em funcionamento da fábrica “prova a consolidação e reforço das relações económicas entre Angola e a Namíbia”.
Estão para breve, anunciou, o arranque das obras de uma fábrica de cimento no Lubango que vai melhorar o fornecimento do produto e criar mais postos de trabalho, principalmente para a juventude.