Com uma facturação no exercício de 2009 estimada em mais de 345 milhões de kwanzas, o equivalentes a venda de 48 milhões de UTTS, a direcção provincial da Angola Telecom no Huambo prevê duplicar as linhas de transportação do sinal de Internet e da rede fixa e sem fios de telefones até o final do ano.

Em declarações ao JE, o director provincial, Adriano Muteca, disse que a empresa que dirige vai estender até o final de 2010, mais de 9.170 linhas de telefonia fixa para toda extensão da província contra as anteriores 4 mil.

De acordo com Adriano Muteca, a operacionalidade do sinal da Angola Telecom, actualmente em fase de relançamento em toda a extensão da província, vai permitir que as populações acedam aos serviços disponibilizados pela rede com uma qualidade de sinal superior aos actuais.

“Até 2007 a Angola Telecom na província do Huambo tinha uma capacidade instalada de mais de 4 mil linhas de telefones fixos na sede e arredores, uma realidade que vamos inverter até o final de 2010, com a entrada em funcionamento de perto de 10 mil novas linhas telefónicas ”, disse.

Melhorias no sinal

Adriano Muteca disse ainda que a província do Huambo também se beneficiou do projecto do Governo central de relançamento do sector das telecomunicações, em conjunto com as províncias de Luanda, Malange e Cunene, através da extensão do sistema CDMA, vulgarmente conhecido por sistema de telefones fixos sem fios. Este facto tem proporcionado muitos ganhos a empresa e significativa melhoria na prestação de serviços aos clientes.

Conforme lembrou, na sede da província do Huambo, o projecto vai permitir a distribuição do sinal da Internet e de telefone sem fio por Zonas. A título de exemplo, o responsável fez saber que o bairro do Benfica terá mais de 120 novos assinantes, o que corresponde a uma capacidade instalada de 300 linhas de voz e 140 linhas de Internet de banda larga.

A fonte assegurou, de igual modo, que com a entrada dos serviços de rede de fibra óptica vai haver uma melhoria considerável na distribuição do sinal. O que vai também permitir a expansão do sinal para outras localidades.

“A partir da província do Huambo, vamos estender a fibra óptica para o resto do planalto central, especialmente nas províncias da Huíla e Benguela”, afirma.

Segundo Adriano Muteca, nas localidades onde não passa a rede de fibra óptica, como são os casos dos municípios de Londuimbale, Ekunha e Mungo, serão instalados os serviços de outras operadoras de telefonia fixa, como é o caso da Infrasat.

Outra medida em curso na cidade, de acordo o director da Angola Telecom, é a da substituição do sistema de comunicações por via satélite pelo da rede de fibra óptica, pois este vai permitir o aumento da velocidade do sinal disponível para o público usuário.

“A informação transmitida através da fibra óptica é mais veloz em relação a do satélite”, assegura.

Dificuldades

Na lista das principais dificuldades que a Angola Telecom na província do Huambo enfrenta consta a má qualidade do sinal, actualmente ainda transmitido por via satélite, pelo facto desta tecnologia ser, frequentemente, afectada pelas chuvas e os fortes ventos que se abatem na região do planalto central.

Segundo o responsável, para além destas dificuldades constam ainda, a dívida contraída por mais de 80 por cento dos clientes da empresa, controlados no balanço de 2007.

“Neste período, a empresa tinha mais de 4 mil clientes, dos quais apenas 800 tinham as contas regularizadas, uma situação que obrigou-nos a adoptar novas medidas de gestão que passam pela negociação da dívida com os clientes, a fim de que estes procedessem de forma faseada ao pagamento das mesmas contas”, disse.

Para além destas dificuldades, constam ainda os constantes cortes da fibra óptica pelas empresas de construção que operam na província, danificando, deste modo, as linhas de transportação do sinal. O responsável fez saber, a título de exemplo, que ao corte de 4 linhas de transportação do sinal são afectados mais de 400 clientes.

De formas a atenuar as dificuldades de controlo do consumo, a Angola Telecom, tal como acontece em toda a sua extensão pelo país, também introduziu, no Huambo, o sistema pré-pago, uma medida que vai permitir o cliente controlar o consumo por chamada.

“Esta medida permitiu a empresa aumentar a sua carteira de clientes para mais de 1.370 controlados até o ano passado. Neste período registamos a facturação de cerca de 48 milhões de UTTS, cerca de 4 milhões por mês”.

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