Oprocesso do fornecimento de água potável para as várias unidades fabris instaladas no Pólo de Desenvolvimento Industrial de Viana, em Luanda, está aos pouco a se estabilizar.
Se no passado, as unidades industriais registavam grandes prejuízos por causa dos investimentos adicionais para a aquisição de uma das principais matérias-primas para desenvolverem a sua actividade, hoje por hoje, os indicadores são bem diferentes, a julgar pelos investimentos que a EPAL tem aplicado no seu sistema de distribuição a nível da região, para garantir uma distribuição ininterrupta.

Investimentos precisam-se
Numa ronda realizada pelo JE na região, para constatar “in loco”, foi possível apurar que ainda assim, muitas unidades estão a braços com a falta de água.
O exemplo é da Fibrex, ligada à fabricação de tubos para a construção civil, que para assegurar os níveis de produção, a unidade tem de recorrer a cisternas privadas, tornando mais cara a actividade.
Segundo o director comercial da fábrica, António Fialho, a unidade de produção tem estado a ressentir-se desta situação, tendo destacado que no perímetro onde está instalada a Fibrex não existe uma conduta para assegurar o abastecimento de água, que por sua vez iria garantir mais produção industrial.
Para o empresário esta dificuldade consta entre as que concorrem para tornar caro o produto final, causando constrangimentos aos clientes, já que os preços “disparam” no mercado.
Mensalmente a fábrica consome perto de 300 mil litro de água, para assegurar os níveis mínimos de produção. Actualmente, a empresa produz 1.500 toneladas de produtos diversos, no segmento de plástico.
Quanto à matéria-prima, a unidade industrial recorre principalmente à importação de produtos químicos, a partir da África do Sul, que constitui um dos principais fornecedores para a indústria petroquímica no continente.
Quanto ao abastecimento de energia eléctrica, António Fialho considerou regular, embora a estabilidade se verifique mais no tempo de cacimbo.
“No passado já foi mais difícil. Hoje a realidade tem estado a melhorar”, indicou.
Empresa “Top Tech”
Por sua vez, o director administrativa da empresa “Top Tech” (produção de tintas), Francisco Alberto disse que, a unidade fabril conta com três reservatórios, com capacidade para conservar até 30 mil litros de água.
Segundo contou, no passado, já foi mais difícil, mas nos últimos anos, o quadro melhorou significativamente. Ainda assim, revelou, a falta de água continua a ser uma preocupação para os produtores.
Mensalmente a empresa consome até 90 mil litros de água, usada essencialmente para produzir tintas diversas.
Sobre a energia eléctrica, Francisco Alberto disse haver regularidade no abastecimento.
“Sempre que se regista um défice no fornecimento de energia eléctrica a empresa recorre a fontes alternativas, o que também eleva os custos de produção, e que se traduzem no preço final do produto no mercado”, destacou.