O Fundo das Nações Unidas para Alimentação “FAO” está apoiar financeiramente as escolas de campo agrícolas na província do Bié com um valor global em kwanzas de 126 milhões e 72 mil, disponibilizados faseadamente.
O coordenador do projecto das escolas de campo a nível da FAO, Figueiredo Lourenço, disse que a intenção primária é tornar auto-suficiente a produção agrícola na região, tendo revelado que já foram suportados pela ONG despesas na ordem de sete milhões, 45 mil e 200 kwanzas
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Figueiredo Lourenço avança que o FAO trabalha agora para o arranque da segunda fase do projecto cujo valor de financiamento está fixado em mais de 28 milhões de kwanzas para suportar o funcionamento normal de 321 escolas de campo agrícola na província.
“O projecto de uma forma geral, que tem a envolvência do FAO desde 2018, prevê até ao próximo ano disponibilizar o valor global anunciado e financiar um total de 1.360 escolas de campo em toda região do Bié”, garantiu o coordenador.
De acordo o responsável o valor financiado em 92. 700 kwanzas para cada escola de campo não é reembolsável, é apenas para os mesmos investir em aquisição de produtos de acordo a suas prioridades.
Figueiredo Lourenço falou, igualmente da componente da formação que tem sido o grande descalabro para muitos produtores agrícolas, neste quesito, salienta uma dualidade de critérios financiamento e formação.
O representante do FAO acrescenta que estão a fortalecer os camponeses com obtenção de conhecimento para que se possam dar continuidade com as escolas de campo “o grande problemas muitas vezes, é que financiamos projectos que não têm pernas para andar por falta de formação”.
“Por isso vai continuar a ser aposta do FAO prestar financiamentos e formação para que os grupos de camponeses consigam tornar auto-sustentáveis as suas actividades”, realçou o coordenador das escolas de campo no Bié.
Ainda sobre o processo de alfabetização nas escolas de campo, o responsável disse que o mesmo está sob tutela da ADPP, que nas áreas agrícolas vai proceder as medições, tipo de terra, fertilizantes a serem usados entre outras acções.
Figueiredo Lourenço anunciou ainda, a abertura de uma formação para formadores de mestres com uma duração de quatro meses no centro do