Segundo um documento que o JE teve acesso, numa primeira fase que dura cinco anos ajudou a recolher 199 amostras, das 589 previstas o que permitirá que Angola conheça às reais potências florestais, face aos incêndios e abates descriminados desta riqueza.
A FAO considera promissor o trabalho até agora realizado e perspectiva continuar na operacionalização dos dados obtidos nas três fases do inventário e partilhá-los com outros parceiros e doadores de Angola, para aumentar a mobilização de financiamentos
sustentáveis na área florestal.
Dados do Instituto de Desenvolvimento Florestal, indicam que como resultado da operação foram determinados mais 600 milhões de hectares de cobertura florestal e catalogadas 800 áreas das quais apenas 80 estão a ser exploradas com uma taxa anual de desflorestação abaixo dos 10 por cento.
A média de desflorestação na visão das autoridades deve pelo menos baixar na ordem de 8.2 por cento anual. Um factor que inibe o risco de extinção de
algumas espécies de madeira.
O inventário tem como objectivo providenciar informações quantitativas e qualitativas sobre os recursos florestais. Angola passa a integrar o primeiro grupo ‘piloto’ dos países africanos com uma base de dados sólida fiável e com metodologias avaliadas pela FAO, que permitem consolidar e elucidar as directrizes ou políticas florestais, com maior relevância
para a gestão agrícola até 2025.

Indicadores

De forma sustentável, o país pode produzir, anualmente, cerca de 360 mil metros cúbicos de madeira, contra os 200 mil de outros anos, revelam dados do IDF, dando garantia de
maior controlo da exploração.
Contudo, aponta que a produção da madeira está muito aquém da capacidade permissível, e refere que, para a sustentabilidade, vai reforçar maior atenção aos exploradores, industriais e isolados.
A primeira fase do inventário florestal nacional, teve início em 2008, e contou com o envolvimento de 112 técnicos, 97 dos quais do IDF, 15 de outras instituições, oito especialistas internacionais da FAO de Roma-Itália e três consultores do Centro de Treinamento e Desenvolvimento de Projectos
(CTPD) para a cooperação sul.
As 199 unidades de amostra foram recolhidas em mais de 100 municípios do território nacional. A madeira é mais explorada nas províncias do Uíge, Cabinda, Moxico e Cuando Cubango.