Duzentas e 26 escolas de campo foram criadas em 2017, na província do Bié, pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), para a formação de camponeses.
As escolas de campo formam essencialmente camponeses afectos ao projecto “Mosap II” com a intenção de aumentar os níveis de produção, disse à Angop o coordenador provincial da FAO no Bié, Figueiredo Lourenço, quando fazia o balanço das actividades desenvolvidas pela instituição em 2017.
Neste momento, o projecto beneficia camponeses de 29 comunas dos municípios do Chinguar, Andulo, Camacupa, Catabola, Cuito, Chitembo e Nharea, com excepção do Cuemba e Cunhinga.

Mais apoios
O Mosap II apoia os camponeses com imputs agrícolas, gado de tracção animal, semeadores, sementes, charruas e fertilizantes.
Mosap é uma organização criada e co-financiada pelo Ministério da Agricultura e Florestas e o Banco Mundial, e conta com a comparticipação dos camponeses.
Mais de 30 mil famílias camponesas são assistidas pela organização na província do Bié.
A implementação do Mosap I no Bié permitiu apoiar 31 técnicos da Estação de Desenvolvimento Agrário (EDA) e a formação de 162 associações em liderança e organização comunitária.
Foram ainda formadas 74 associações em agrotécnica nas culturas de milho, feijão e batata-rena, 61 facilitadores formados em metodologias de escola de campo, formação de 17 alfabetizadores e 29 cooperativas agrícolas.
Contribuiu ainda para o financiamento de 88 sub-projectos, sendo 33 de mecanização e 30 de tracção animal, 25 moagens e 137 toneladas de fertilizantes, que beneficiaram quatro mil 342 pequenos produtores.

Camponeses
No Bié, a União Nacional das Confederações e Associações de Camponeses de Angola (UNACA) tem registado 335 associações de camponeses e 55 cooperativas.
Com uma população estimada em um milhão 455 mil 255 habitantes, a população da província do Bié dedica-se ao cultivo de milho, feijão, batata-doce, batata-rena, mandioca, frutas e hortaliças diversas.