A produção de milho em grande escala, na fazenda “Agrikuvango”, instalado na localidade da Mema, no município do Cuvango, província da Huíla, constitui um dos principais objectivos do projecto, iniciativa do grupo “RTK” (Rui Tchipongo Kaposse).
Para o efeito está a ser aplicado no projecto sistemas de alta tecnologia, cujo primeiros sinais de uma boa produção começam a dar os seus primeiros sinais na primeira colheita de milho, que acontece no final da campanha agrícola 2017/2018.
A reportagem do JE constatou que, a concentração da utilização das mais modernas técnicas de produção e cultivo do milho.
Inserido numa área de cinco mil hectares, o projecto, é uma iniciativa privada e tem como foco principal, ajudar no programa de combater à fome e à pobreza, bem como no processo de diversificação económica.
A implementação do projecto, iniciou em Abril do ano em curso, e a preparação das terras está numa fase avançada de implantação.
O director do projecto, Jorge Rodrigo, disse que prevê-se produzir mais de 30 mil toneladas de cereais diversos, mas numa primeira fase, se vai privilegiar o cultivo de milho, numa área de 600 hectares.
Jorge Rodrigo reconhece que a localidade da Mema, que dista a 32 quilométricos da sede municipal do Cuvango, tem características muito boas para a pratica da agricultura, principalmente solos aráveis, adequados para a produção de alimentos.
Com o propósito de produzir milho durante todo ano, foram já instalados seis pivots, dos 10 previstos nesta primeira fase, que vão regar, cada, uma área superior a 50 hectares.
O projecto contempla a construção de uma represa, com capacidade para armazenar mais de 280 milhões de litros de água, com vista a garantir água, no período seco, entre cinco a seis dias. A represa está a ser instalada numa área de dois hectares.

Aposta

O director técnico do projecto, Jorge Rodrigo, explicou que o contributo das empresas na produção de alimentos em grande escala, é uma preocupação constante do grupo “RTK” (Rui Tchipongo Kaposse), responde a essa preocupação.
Disse que o projecto dispõe de uma área de de 1.500 hectares regados por pivô (com duas culturas anuais), o milho vai ser cultivado numa área superior a 900 hectares, com previsões anuais de colher, cerca de 10 mil toneladas de milho a 12 mil por cada época.
Do total dos cinco mil hectares, já estão desmatadas cerca de 850 hectares e foram abertos cerca de 58 quilómetros de acessos no interior da fazenda, que conta, com a maior parte, da mão-de-obra nacional. Para as zonas de cultivo, a topografia determina a criação de 90 quilómetros de estrada. Todo o processo de produção e regadio está assegurado.
Máquinas e homens se empenham para que nada falte, garantiu o responsável do projecto, que informa ainda que, está a ser colocada na primeira fase, uma conduta de 17.500 metros de conduta, o que corresponde a 17, 500 quilómetros, com uma tubagem, cujo diâmetro, vária de 200 a 500 milímetros.
Na fazenda, foram instalados dois geradores com 346 Kva e outro de 700, a serem utilizados, um para a bombagem principal que alimenta a represa e o de maior capacidade, destina-se ao fornecimento de energia às bombas das duas estações de bombagem que vão alimentar os 12 pivôs.
As manilhas para a construção das diversas pontes que vão garantir uma circulação adequada no interior do projecto, estão asseguradas, bem como a vedação total do projecto, num projecto exclusivamente nacional com investimento privado,
mas com ganhos para o país.

Zona industrial

Amplamente consumida em Angola, a farinha obtida pela moagem fina do milho seco, após a extracção do glúten (gérmen), será vendida para a indústria de alimento e composto para animais.
O director do projecto afirmou que a fazenda contempla ainda a instalação de dois silos, com capacidade de armazenar 1.500 toneladas para cada um, que começam a ser instalados dentro de dias.
A colheita, o armazenamento e a transformação, são outras valências que o programa privilegia na zona rural, onde está implantada a fazenda.

Incentivo à produção

O presidente do Conselho de Administração do grupo RTK, Rui Kapose, revelou que o projecto “Agrikuvango” está desenvolver, graça aos apoios que o Executivo angolano tem proporcionado aos produtores nacionais.
Explicou que o projecto “Agrikuvango” tem como objectivo a produção, processamento e comercialização de bens alimentares de consumo primário (arroz, trigo, milho e ginguba) bem como outros derivados como a fuba de milho, farinha, rações, bio-combustivel,
Rui Kapose explica que a missão do projecto é posicionar-se na “vanguarda da indústria agro-alimentar angolana”, garantindo produtos de elevado valor acrescentado.

Progressos no município

O administrador municipal do Cuvango, Miguel Luís, disse que no quadro das acções de promover a produtividade, que está a ser desenvolvida pelo Governo, foram já distribuídas oito fazendas, localizadas nas localidades de Cavange, Mumba, Mema, Tchindovi I e II, Avila, Tchitundo, Tchengua e Zona Branca, com extensões de dois mil hectares a 10 mil. Algumas fazendas, informou, destinam-se para produção agro-pecuário.
Reconheceu que os investidores que estão a ser realizados começaram a trazer resultados palpáveis, rumo a produção de alimentos.
Miguel Luís referiu que ainda existem áreas a distribuir, sobretudo na localidade de Jamba Ya Mbango, na margem direita do rio Cubango, tendo por isso, convidado os potenciais investidores para apostarem na região.
“Com estas fazendas, com dois mil hectares, é uma mais-valia, porquanto, se poderá conseguir por ano, em cada hectare, um imposto de seis mil kwanzas, a serem arrecadados pela Administração Geral Tributário para os cofres do Estado”, defendeu.
Acrescentou está em curso um processo junto da AGT para a definição de uma tabela de preços que os fazendeiros poderão pagar.