A fazenda agrícola Vinevala prevê colher na primeira época da colheita deste ano agrícola, mais de três mil toneladas de milho e feijão, segundo o proprietário da maior fazenda da província do Bié, Alfeu Vinevala.
Em entrevista ao JE, o empresário agrícola disse que para o cultivo do milho a previsão é de colher 1.800 toneladas
e para a batata 1.400.
“Esta previsão é só das primeiras colheitas que começamos a fazer nessa segunda-feira feira. Até a conclusão das colheitas este número será muito inferior, já que temos cerca de 300 hectares plantados”, afirmou.
O fazendeiro tem no seu projecto, localizado no município do Chinguar, cerca de 40 hectares de massango plantado, pela primeira vez, pois como disse o ensaio feito o ano passado foi promissor.
“Ainda não sabemos quantas toneladas de massango vamos colher, porque é um ensaio que fazemos ao plantar o massango em grandes quantidades”, afirmou.
Neste ano agrícola a fazenda Vinevala tem várias culturas na sua fazenda, tendo plantado ainda 90 hectares de trigo,
das 250 que pretende plantar  para colher 500 mil toneladas.
Segundo o fazendeiro, ainda só plantou 90 hectares, porque o fornecedor, a última hora, disse que não tem capacidade de adquiri as quantidades solicitadas. “Por isso estamos a comprar as sementes aqui no país, e vamos mesmo plantar as quantidades previstas no início do ano agrícola que são 250 hectares”, garantiu.
 Alfeu Vinevala garantiu ainda que, assim que começaram a fazer as primeiras colheitas do milho e da batata rena a época
de colheita “já não pára”.
“O trigo tem três meses para ser colhido, assim como o massango. O milho já está a ser colhido assim como a batata rena. A campanha é promissora e certamente dará muito lucro e ajudará o governo no seu programa de diversificação
da economia”, afirmou.

Boas expectativas

A província do Bié espera colher mais de 500 mil toneladas de milho e feijão na primeira colheita da época agrícola que começou entre Fevereiro e Março, graças a introdução da mecanização, as alfaias de tracção animal elementos importantes para o aumento da produção dos camponeses associados.
A estratégia do governo da província, segundo a directora do Gabinete da Agricultura, Marcolina Rocha Sandemba, prende-se com a aposta nos apoios às cooperativas agrícolas, numa parceria entre o governo local e o Ministério da Agricultura e Florestas.
“Melhoramos muito nessa última campanha, onde é visível um esforço enorme do ministério em fazer chegar o imputs a tempo, com um ligeiro atraso, mas não afecta o calendário sazonal na obtenção de bons resultados”, disse.
“Para este ano, mais de 400 mil hectares foram trabalhados. Estamos a falar de colheitas na ordem de mais de 500 mil toneladas produzidas, nesta primeira época de colheitas, para não falarmos da produção bruta que envolve acções de outros parceiros locais”, assegurou a responsável.