O empresário agro-pecuário Alfeu Vinevala mostrou a sua insatisfação pelo facto da produção da batata rena ser comercializada no mercado informal, com destaque para o mercado 30, em Luanda, enquanto as grandes superfícies mantêm a preferência em importar o produto, quando já existe muita colheita no mercado nacional.
“A qualidade da nossa batata está acima do nível, é pena que as grandes unidades comerciais deixem o nosso produto e vão buscar em outros países, como por exemplo, na África do Sul. É triste, desencoraja a actividade, muita batata acaba por apodrecer porque o mercado não absorve”, disse, em entrevista ao JE.
Já a produção de milho acaba por ser absorvida pelos avicultores, o que satisfaz a maior parte dos agricultores envolvidos nesta actividade.

liderança na produção
O planalto central de Angola mantém a liderança na produção de cereais, que aos poucos está a satisfazer a procura interna, com o abastecimento nos aviários.
O empresário agro-pecuário Alfeu Vinevela disse que na presente campanha agrícola, que termina brevemente, colheu mais de duas mil toneladas de milho, bem como mais de 40 toneladas de batata rena, na fazenda de que é proprietário, localizada no município do Chinguar,
na província do Bié.
Considerado como um dos maiores produtores de cereais na região Central, o agricultor, para o sucesso da actividade, preparou na campanha 2017/2018, cerca de 364 hectares de terra para o cultivo de milho, 200 para a batata rena.
Num perímetro de dois hectares foram cultivados repolho, um para o tomate, 10 para o trigo. Foi ensaiada a produção de cana-de-açucar, mas devido ao clima “a plantação toda secou”.
Para a concretização dos objectivos, o empresário recorreu ao empréstimo bancário, tendo adquirido mais de 83 milhões de kwanzas.
Para a campanha agrícola que começa em Setembro, o fazendeiro Vinevala pretende aumentar os níveis de produção, com o incremento de 250 hectares para o cultivo de trigo. Desta extensão, 10 hectares serão destinados para a multiplicação de semente.
A fazenda “Vinevala” proporcionou emprego a mais de mil trabalhadores de 13 aldeias, que circundam a área produtiva.