Um grupo constituído por 14 fazendeiros provenientes da Bolívia e México (países da América Latina) procuram áreas para investir, no sector agrícola, com realce para a produção de cereais nas províncias do Bié, Malanje e Cuando Cubango.
Os fazendeiros passaram pelas províncias do Cuando Cubango, Malanje e Bié, estiveram reunidos com os governos provinciais, para se inteirarem da situação socioeconómica da região centro de Angola.
O subdirector da Câmara de Comércio e Indústria Hispano-americana, Francisco Calderon, que chefia a delegação dos fazendeiros disse, na semana passada na cidade do Cuito (Bié), onde a delegação foi recebida pelo governador local, que “o objectivo da visita a Angola, é de identificar as zonas que favorecem para a agricultura, porque na América Latina têm pouca água para a prática”, disse .
Os empresários pretendem investir na produção de cereais, e desejam arrancar com o projecto ainda no próximo ano.
“Temos o nosso capital, só queremos ter o apoio na aquisição das terras para a implementação do nosso projecto em Angola”, destacou.

Vantagens
O governador Pereira Alfredo disse que “a província do Bié oferece oportunidade no sector da agricultura, pois é uma província com 60 por cento de terra arável, estando apenas a ser utilizadas, nesta altura, 20.
Acrescentou que a província possibilita a prática de todo o tipo de cultivos, com realce para o arroz, milho, trigo, soja e café.
Apontou também como vantagem para os empresários o caminho-de-ferro de Benguela que liga as províncias do Huambo, Bié e Moxico, chegando até à Zâmbia.

Época agrícola na lunda Sul

61.270 hectares estão a ser preparados

3.896 famílias camponesas estão envolvidas na presente campanha agrícola 2019/2020 na província da Lunda Sul, que prevê desbravar 61.270 hectares.
No acto de lançamento da época agrícola a nível da província, acto presidido pelo governador provincial, Daniel Neto, na localidade de Nacatende, na passada segunda-feira, foram entregues 40 toneladas de adubos compostos, 13 de ureia, 14 de sulfato de amónio, cinco mil enxadas, duas mil e 901 catanas e mil machados.
Avançou que as famílias estão repartidas em 135 associações, cinco cooperativas e pequenos agricultores, que vão plantar o milho, feijão, com vista a diversificar o plantio da mandioca, cuja previsão de colheita é de 307 mil toneladas de produtos diversos.
Apoiar os camponeses
Por seu turno, Daniel Neto, disse que o Governo vai continuar a apoiar os camponeses com material de trabalho e solicitou mais organização destes, para que os programas sejam bem direccionados.
Fez saber que a província tem disponíveis 36 tractores que serão entregues a brigadas que irão trabalhar junto dos camponeses no processo de mecanização das áreas, com vista a aumentar a produção e a combater a fome e a pobreza no meio rural.
Na campanha agrícola 2018/2019 foram preparados manualmente, 101 mil e 241 hectares e 426 mecanizados, tendo colhido mais de 800 mil toneladas de produtos diversos, como mandioca, batata-doce e feijão.