Com o objectivo de promover condições favoráveis  para o desenvolvimento do sector  das tecnologias ambientais do país, o  Ministério do Ambiente realiza, de 5 a 8 de Junho, em Luanda, a 4ª edição da feira internacional das tecnologias ambientais, numa parceria com o grupo Feira Internacional de Luanda (FIL).

Sob o lema “promover as tecnologias  ambientais  em todos os sectores da vida nacional”, o evento enquadra-se nas estratégias do Executivo de garantir segurança ambiental e promoção equilibrada do desenvolvimento com base na economia verde, segundo fez saber o secretário de Estado do Ambiente, Syanga Abílio, durante a conferência de imprensa de apresentação do certame.

“As formas de se produzir, consumir e distribuir energia influencia  directamente na erradicação da pobreza, além de  responder, de forma eficaz, às  alterações climáticas,  as quais são fundamentais para a melhoria das condições e da qualidade de vida das populações”, disse.

De acordo com o secretário de Estado, Syanga Abílio, desde a primeira edição da feira internacional, ocorrida  em 2011, o mercado nacional  das tecnologias  ambientais registou  um crescimento considerável e duplicou o volume de negócios em 2012.

O responsável referiu que, em jeito de balanço, a realização deste evento deve ser vista  como uma nova oportunidade de negócio, pois este tem estado, seguramente,  a contribuir para o aumento do Produto Interno Bruto (PIB) bem como na criação de novos postos de trabalho.

Conforme disse, das análises efectuadas no mercado das tecnologias ambientais,  durante o ano passado, o volume de negócio do sector atingiu  vários milhões de kwanzas.

“Pensamos que este é um indicador importante para despertar os investidores e empresários interessados em apostar  neste sector, sendo  também que os bancos nacionais dão oportunidades e opções de financiamento”, disse.

Syanga Abílio disse que as novas tecnologias e a qualidade ambiental constituem-se em grandes apostas do ministério, pelo que estão empenhados em incentivar  os empresários  nacionais  e internacionais  que queiram investir  no país,  no sentido  de trazarem tecnologias limpas e por formas a garantir as melhores práticas, internacionalmente aceites, para um  processo de industrialização, sob os princípios que garantam uma melhor qualidade de vida e sustentabilidade dos recursos.
 
“Precisamos buscar a melhor eficiência energética nos edifícios, na produção industrial e nos transportes, além de privilegiar os automóveis com motores de combustíveis sustentáveis”, afirmou.

O governante referiu, por outro lado, que para que se obtenham estes resultados,  é necessário que as pessoas e as empresas desempenhem  o seu papel no processo de mudança destes novos hábitos sustentáveis.

Ficou também claro na intervenção do secretário de Estado que as tecnologias que respeitam o ambiente são, fundamentalmente, equipamentos,  produtos e serviços menos  poluentes  que podem ser aplicados  em todos  os sectores  da  economia, que dão vantagens, uma vez que estas permitem a redução dos custos,  através da utilização dos recursos com menos  consumo de energia. São os casos da água,  que possibilita o aumento  da competitividade, e a redução das emissões e de resíduos poluentes.
    
Syanga Abílio lembrou que a promoção das tecnologias ambientais é uma estratégia  aprovada pelo Executivo angolano e consiste em promover as tecnologias com menos efeitos negativos no ambiente, de forma a reduzir a pressão nos recursos naturais, melhorar a qualidade de vida das populações, controlar a qualidade do ar, da  água e do solo.

O dirigente apelou para que as empresas  que  participaram  nas edições  anteriores voltem a fazê-lo, pois  o desenvolvimento  sustentável só será  alcançável se os agentes públicos e privados tiverem de mãos dadas com as estratégias do Executivo, uma vez que estas defendem um objectivo comum.

A feira internacional das tecnologias ambientais pretende consciencializar a população sobre questões energéticas, incluindo os serviços modernos de energia para todos, o acesso à disponibilidade e eficiência energética e a expansão do acesso à energia limpa à preços acessíveis. Estes indicadores são vistos como suporte da realização dos objectivos de desenvolvimento do milénio e do desenvolvimento sustentável.

Estão garantidas as participações estrangeiras de países como: África do Sul, Alemanha, Brasil, China, Espanha, França,  Nigéria e Portugal.