Mais de um milhão de pessoas foram afectadas pela seca, nos últimos cinco anos, em Angola, devido ao fenómeno “El Niño”, com maior incidência nas províncias da Huíla, Cunene e Namibe, revelou, na passada quarta-feira, em Roma (Itália), o ministro da Agricultura, Marcos Alexandre Nhunga.
Segundo a Angop, o governante que discursava na 40ª sessão da conferência da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), que decorre de 3 a 8 deste mês, na capital italiana (Roma), sublinhou que este fenómeno levou o Executivo, com a participação de parceiros nacionais e internacionais, a realizar uma operação extensa de apoio à população, no sentido de enfrentar e recuperar dos efeitos negativos causados pela seca nestas regiões.
Quanto à melhoria dos níveis de rendimentos e redução de pobreza, o ministro disse que estão em curso vários programas e projectos, como a extensão e desenvolvimento rural, aumento da oferta de fertilizantes e de sementes, assim como o programa de análises e correcção da acidez dos solos no sector familiar.
Ainda no quadro do aumento do nível de rendimento e produtividade para o bem-estar das populações, acrescentou que o Governo está a levar a cabo o Projecto de Desenvolvimento Agricultura Familiar e Comercialização (MOSAP II), financiado pelo Banco Mundial (BM), para apoiar os agricultores familiares das províncias de Malanje, Huambo e Bié e o programa de desenvolvimento da aquacultura.
Anunciou, por outro lado, que Angola prepara-se, com a assistência técnica da FAO, para realizar o primeiro censo geral agro-pecuário, pós independência, e a criação de um sistema permanente de estatísticas agrícolas.
No âmbito do novo ciclo governativo, o ministro explicou que um novo Plano Nacional de Desenvolvimento (PND 2018-2022) para o sector agrário será aprovado, esperando que o premente desafio de desenvolver a agricultura, bem como a pesca, continuará a contar com a assistência da FAO, na formulação do novo Programa Quadro de Cooperação entre Angola e a FAO (CPF).