As inúmeras oportunidades que o sector das pescas proporciona têm estado a contribuir para que os investidores apostem cada vez mais neste segmento produtivo.

É o caso da empresa Sealine, Lda, sedeada na província do Namibe, onde dispõe de um navio-fábrica, que se dedica à captura e transformação de peixe com capacidade diária para processar 150 toneladas.

No mercado há cerca de um ano, a firma está ainda numa fase experimental, mas a partir de 2014, o navio-fábrica “Desert Jewel” prevê processar, cerca de 12.000 toneladas de produtos marinhos por ano, com realce para o carapau, cavala e sardinela, e criar 350 postos de trabalho directos e indirectos, contra os actuais 110.  Para a produção, o navio-fábrica conta com três embarcações de captura e de apoio logístico. A unidade industrial prevê abastecer outros mercados da região assim como do continente africano, com realce para a Namíbia, Camarões e Costa do Marfim, onde nesta fase experimental já se exporta sardinela.

Negócio
A actuar no mercado nacional ainda numa fase experimental, a unidade industrial processou, em 10 meses, 7.500 toneladas de peixe. Para o director-geral da firma, Miguel Safo, a aposta neste segmento económico deve-se às oportunidades de negócio que apresenta, numa altura em que o objectivo é contribuir para que os índices de importação de alguns produtos baixem e se possa também exportar e gerar riqueza.

“Queremos ser uma referência a nível da região e um factor catalisador de riqueza, criando empregos directos e indirectos além de formar recursos humanos nacionais nos diferentes ramos do sector das pescas”, frisou, depois de informar que o navio é tripulado por cidadãos de nacionalidade russa.

Aposta
Recentemente, a unidade industrial recebeu a visita da ministra das Pescas, Victória de Barros Neto, que na ocasião destacou a importância do projecto, no quadro da política de desenvolvimento do país.

“Infra-estruturas deste género contribuem para o crescimento do sector e são um bom exemplo de iniciativa privada, cuja operacionalização integra a captura do pescado e a respectiva transformação e transporte, que além de abastecer o mercado nacional, exporta uma parte importante da sua produção com benefícios para a balança comercial”, subli