A floresta e as mais de 200 espécies de aves, entre outros animais, do Morro do Moco, ponto mais alto de Angola, situado no município do Londuimbali, província do Huambo, se encontram em risco de extinção, devido a acção dos habitantes circunvizinhos de uma das sete maravilhas do país.
Segundo a Angop, o alerta veio do assessor do gabinete provincial do Ambiente, Gestão de Resíduos e Serviços Comunitários, Morais Cordeiro, quando orientava uma palestra sobre a “Preservação do Morro do Moco”, tendo considerado importante a criação de acções imediatas, para se conter a acção do homem, que está a causar o desaparecimento de várias espécies da fauna e da flora neste lugar.
Apontou a prática de cortes de árvores, queimadas, produção de carvão e de agricultura, como estando na base do desaparecimento de várias aves, fundamentalmente, o Francolim e o Beija-flor, assim como antílopes típicos da sua montanha, acrescentou, na palestra dirigida aos efectivos da Região Militar Centro.
Para ele, a solução deste problema requer uma intervenção directa do estado na definição de políticas para a preservação do ecossistema do Morro do Moco, devendo passar pela sensibilização da população.
Na sua óptica, a transformação dos agricultores locais em guias turísticos devem fazer parte das medidas a serem adaptadas para a preservação desta importante área turística e cultural do país.
Nesta senda, Morais Cordeiro apelou às organizações vocacionadas à defesa dos ecossistemas típicos deste local, no sentido de ajudarem a preservar a mesma, em prol das futuras gerações. O Morro do Moco é o ponto mais alto do país, com 2.620 metros de altitude.