A falta de quadros nas diferentes áreas e meios de transporte, impedem o Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF) na Lunda Norte de tomar medidas para travar a exploração ilegal da madeira e caça furtiva, abate indiscriminado de árvores para a produção do carvão vegetal e outras actividades ilícitas por via das acções de fiscalização. O chefe de departamento provincial do IDF, Teodoro Kapingala, disse que a Lunda Norte tem apenas 18 fiscais que já completaram a idade para a reforma, numa altura em que cresce o número de madeireiros a operarem clandestinamente. Os fiscais do IDF não têm meios suficientes para controlar as zonas de abate nas florestas da província. Os garimpeiros de madeira, denunciou Teodoro Kapingala, conseguem facilmente entrar nas zonas florestais aproveitando-se da fragilidade das autoridades.

Preocupação
Na presente campanha de exploração de madeira, aberta no mês de Maio e que termina em Dezembro, o IDF local recebeu das autoridades tradicionais três denúncias de exploração ilegal de madeira, mas os prevaricadores conseguiram escapar das autoridades. Os municípios do Chitato e Lôvua, por causa das suas potencialidades florestais, são os mais vulneráveis à exploração ilegal da madeira, afirmou o chefe de departamento provincial do IDF na Lunda Norte. Na Lunda Norte existe apenas uma empresa que está licenciada para exercer a actividade de exploração de madeira. Com uma licença de periodicidade anual, a referida cooperativa está autorizada a explorar até 500 metros cúbicos. Questões como, capacidade técnica, financeira e idoneidade empresarial são os principais requisitos para se habilitar à licença de exploração de madeira. O IDF local tem na sua base de dados o registo de catorze exploradores, nove dos quais dedicados à produção de madeira serrada e cindo de touro. Das 14 empresas, apenas uma recebeu autorização para o exercício da actividade de exploração de madeira. A madeira produzida na Lunda Norte é comercializada localmente para o fabrico de barrotes para a construção de residências, disse Teodoro Kapingala.

Preocupação
Além da exploração ilegal de madeira, o responsável do IDF disse que o abate indiscriminado de árvores para a produção de carvão vegetal, a caça furtiva e queimadas são outras actividades ilícitas que ganharam espaço
devido à falta de fiscalização.
Anunciou que este ano, o Instituto de Desenvolvimento Florestal projecta a criação de dez polígonos florestais à razão de um para cada município.
Pretende-se com a criação de polígonos florestais de cinco hectares cada, ter viveiros com vinte mil plantas diversas, com realce para o eucalipto, para servirem de cinturas da pressão do vento e protecção dos solos, face ao crescente fenómeno
de surgimento de ravinas.