O Governo conta com a Cooperativa dos Criadores de gado do Sul de Angola (CCGSA) para que o Projecto de Desenvolvimento da Agricultura Familiar e Comercialização ( MOSAP II) possa ser um sucesso nas província da Huíla,Namibe e Cuando Cubango.
Segundo o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, José Carlos Bettencourt, que falava na cerimónia de abertura da 16ª edição da Feira Agro-pecuária, que juntou mais de 300 bovinos, no âmbito da 117ª edição das Festas de Nossa Senhora do Monte, na cidade do Lubango (Huíla), o programa é extensivo ao sector agro-pecuário na região Sul, e conta com a parceria do Banco Mundial, num financiamento de 70 milhões de dólares, abrangendo a Huíla, Namibe, Cunene e Cuando Cubango.
“Este projecto estende-se à pecuária e visa também, dar solução ao abastecimento de água para os animais e para a população”, disse.
Afirmou que a economia nacional tem vivido momentos muito desafiantes, que implicam maior contributo do sector produtivo não petrolífero, e em que a agricultura no geral e a pecuária em particular, tem um papel importante na produção de alimentos fundamentais, para um correcto desenvolvimento social e nutricional da sociedade.
O aumento da população bem como o acesso aos mais variados tipos de alimentos disse, conduz à necessidade de melhor produzir, podendo contribuir para as importações.
O Ministério da Agricultura e Florestas, referiu, tem em curso diversos programas para o sector pecuário, no sentido de estimular a produção e a produtividade, e continua interessado em aproveitar todas as oportunidades para em conjunto com as organizações nacionais e internacionais, tornar mais fortes a agricultura e pecuária.

Fomento à produção
Referiu que o programa de fomento à produção animal, visa organizar a produção pecuária em cluster, estabelecendo unidades de cria, recria e engorda, e desta forma, tornar mais rentável todos os segmentos que compõem a cadeia de valores.
Convidou os criadores a aderirem a este programa, já que é preciso produzir com mais tecnologia e conhecimento,
recorrendo à genética animal.
“Como podemos constatar, será determinante para que, em conjunto com outros factores como a alimentação, sanidade animal, infra-estruturas, recursos humanos e comercialização, cumprir em 2030, com os 17 objectivos de desenvolvimento sustentável”, disse.
Os objectivos traçados estão todos comprometidos em acabar com todas as formas de malnutrição, duplicar a produtividade agrícola e o rendimento dos pequenos produtores de alimentos, garantir sistemas sustentáveis de produção de alimentos e implementar práticas pecuárias resilientes.
Manter a diversidade genética animal e vegetal será fundamental, sendo que para tal se deve desenvolver políticas que possam atrair investimento, tanto do sector privado como do público, ao longo da cadeia de valor da pecuária.
Para ele, é importante que a CCGSA crie um ambiente favorável aos negócios e minimize os riscos na pecuária.
Destacou que a CCGSA deve igualmente apoiar a intensificação gradual dos sistemas de produção animal nas zonas áridas e os seminários, bem como estimular a transição da economia de subsistência para a de mercado dos pequenos agricultores e agro-pecuários.
Consta ainda dos desafios da organização, a facilitação da comercialização dos produtos e o acesso aos mercados locais, nacionais e internacionais.