O Ministério das Pescas está a implementar projectos que visam desenvolver o sector da aquicultura, com a criação de estações experimentais em todas as províncias, de forma faseada, a começar em regiões com maior potencial, medida que vai ajudar dar um grande contributo à economia nacional.

Segundo um documento da instituição a que o JE teve acesso, o plano de desenvolvimento da aquicultura está “ desenhado em dois programas, a aquicultura continental e a marinha”.

Por exemplo, para o programa da aquicultura continental, destaca a fonte, estão previstos grandes investimentos, principalmente para a criação de ostras, camarões e corvina.

Aposta
Para a dinamização deste sub-sector, o Ministério das Pescas prevê igualmente investir na tecnologia de ponta, investigação, além de preparar as populações no sentido de reconhecerem as valias da aposta na aquicultura e de aderirem.

O plano de acção para o desenvolvimento da aquicultura prevê igualmente a implementação de investimentos públicos e privados tanto no domínio da piscicultura em água doce e salobra como na maricultura.

“O país tem uma riqueza hidrográfica fabulosa muito grande, o que estimula a criação de centros de aquicultura”, sublinha a nossa fonte.

Nos planos de desenvolvimento da aquicultura também prevê-se a marinha, no oceano, que são considerados de projectos “ mais sofisticados tecnologicamente”.

A fonte avança que no continente a aquicultura tem por base tanques, escavados ou construídos nos solos, e alguns sistemas de gaiolas para grandes albufeiras e lagos.

Desafio
“As políticas do Estado estão direccionadas aos sectores que possam criar riqueza e empregos, mesmo o auto-emprego, apoiando a reinserção sócio-produtiva de alguns extractos da sociedade que no período da guerra foram muito afectadas e tornaram-se muito vulneráveis”, frisa a fonte.

Das acções levadas a cabo pelo ministério de tutela destacam-se visitas de constatação nas províncias onde existem projectos em curso, com realce para Cabinda Cuanza Norte, Moxico, Huíla e Cuando Cubango.

A província do Moxico oferece condições para o “bom” desenvolvimento da actividade, recursos hídricos abundantes, cristalinos e de “boa” qualidade, além de solos apropriados para a prática e grandes extensões de terra disponíveis.

No Moxico, segundo a fonte, a influência dos países vizinhos, tem sido preponderante na prática da actividade. Na Huíla, revela a fonte, o Instituto Médio Agrário do Tchivinguiro e o Ministério das Pescas estão a criar uma parceria para a inserção do curso de aquicultura a nível intermediário, com a formação de técnicos médios e extensionistas para o sector.

A instituição de ensino tem espaço e recursos hídricos suficientes para implementar um projecto de aquicultura em três vertentes, nomeadamente estudos/ensaios, lazer e engorda com a finalidade de abastecer o refeitório e o excedente para comercializar.

Dados indicam que em 2012, a produção mundial de aquicultura foi de 90,4 milhões de toneladas, o que representou um volume de negócio de 17,7 triliões de kwanzas (144 mil milhões de dólares), sendo que a produção em África cifrou-se em 2,2 por cento, maioritariamente concentrada no Egipto.

O plano nacional de desenvolvimento (PND) estipulou a meta de produção de 60.000 toneladas até 2017.