O director nacional das Águas, Lucrécio Costa, anunciou que, até 2017, o país terá 60 por cento de capacidade em matéria de controlo da qualidade de água tratada.

O responsável prestou tal informação recentemente, em Luanda, à margem de um encontro sobre o balanço da implementação do projecto de apoio ao desenvolvimento institucional dos sectores de água e saneamento, promovido pelo Ministério da Energia e Águas (MINEA) em parceria com a União Europeia (EU).

O projecto também tem o apoio do Unicef e do Ministério do Ambiente, num investimento inicial de 147,3 mil milhões de kwanzas (1,5 mil milhões de dólares) e foi desenvolvido nos últimos 50 meses.

Dos objectivos que o programa prevê consta, entre outros, a sua contribuição para a redução da prevalência da pobreza em Angola, através do cumprimento dos objectivos de desenvolvimento do milénio.

O projecto contempla, igualmente, aumentar o acesso à água tratada e saneamento básico, medida que visa contribuir para a redução dos índices de mortalidade em crianças menores de cinco anos e em mulheres causadas por doenças ligadas ao limitado acesso ao saneamento básico assim como às práticas higiénicas inadequadas.

Execução
Lucrécio Costa disse que o programa tem duas componentes principais, sendo que a primeira está ligada à assistência técnica à Direcção Nacional de Águas (órgão afecto ao Ministério da Energia e Águas) e a segunda ao apoio institucional ao Ministério do Ambiente bem como ao da Energia e Águas.

O responsável considerou que a parte mais destacada do projecto prende-se com o subprograma da qualidade da água, que, para o efeito, produziu documentos ligados ao seu tratamento a nível de algumas províncias do país. Neste particular, foram construídos os primeiros quatro laboratórios regionais de monitorização da qualidade de água para o consumo humano, em Saurimo (Lunda Sul), Cuanza Norte, Huíla e Benguela.

“Em matéria de qualidade da água, demos um salto muito qualitativo. Agora, temos laboratórios devidamente equipados, com padrões reconhecidos pela União Europeia. Os processos de análises estão, hoje, devidamente certificados”, disse.

Desafios
Outra área em que o projecto presta a sua atenção tem a ver com o fornecimento de água nas zonas rurais. Segundo Lucrécio Costa, o projecto apresentou propostas do quadro regulador para esse efeito e matrizes para a gestão comunitária dos seus sistemas de abastecimento, incluindo os modelos organizativos de custos e manutenção dos mesmos.

“O projecto teve um saldo muito positivo depois do processo de reconstrução das infra-estruturas. Estamos, agora, numa outra fase que é a da formação e posso assegurar que, nos últimos 50 meses, se fez mais formação, do que nos 15 anos anteriores”, rematou.

Em termos de assistência técnica, foram executados 99 por cento das actividades globais em todo o território nacional. Destas acções, destaca-se a produção de relatórios e manuais, além da capacitação dos recursos humanos, que incluiu a formação através da realização de workshops e seminários.

Foram também desenvolvidos instrumentos necessários para que as entidades, com responsabilidades, para a gestão dos recursos humanos do sector das águas, fiquem melhor preparadas para assegurar a melhoria e o controlo da qualidade da água para o consumo humano.