O governador da província do Kuando-Kubango, Higino Carneiro, deu a conhecer esta semana, em Menongue, a implantação, a partir desta sexta-feira, 2, dos Serviços de Migração e Estrangeira em algumas zonas da faixa Sul, com a  inauguração de três postos, visando garantir melhor controlo naquela zona fronteiriça com a República da Namíbia.

Higino Carneiro informou que, numa primeira fase, estes postos estarão implantados nas zonas do Bicu, conhecida por Sissué, do Buabuata e Mussuco, município do Dirico, os quais considerou como de grande importância, uma vez que permitirão maior combinação de esforços entre a Polícia de Guarda Fronteira e as autoridades aduaneiras.

Para o governador, a existência dos referidos serviços permitirão que a situação de imigração nesta zona “com o país irmão da Namíbia” será mais ainda controlada. Higino Carneiro lembrou que, do lado da Namíbia, existem postos de observação, daí que a colocação das infra-estruturas do lado de Angola permitirá uma maior combinação de esforços entre os dois países.

Garantia
O governador garantiu, por outro lado que exercício semelhante será concretizado em breve na fronteira Leste, com a Zâmbia, uma vez que decorrem discussões no âmbito da comissão de defesa e segurança entre os dois países, para o controlo que se pretende ter, principalmente, na povoação que está ou vive defronte à sede municipal do Rivungo, limítrofe com o referido país.

“É verdade que não temos efectivos para tudo, mas que vai ocorrer na província a formação de mais elementos para a Polícia de Fronteira”, deu a conhecer o dirigente.

De acordo com Higino Carneiro, a estratégia de formação de efectivos para a Polícia de Guarda Fronteira vai ajudar não só a melhorar o completamento das diferentes unidades que se posicionam nas suas fronteiras (Sul e Leste), mas também a organização funcional e operacional dos próprios comandos, no sentido da acção de fronteira ser mais visível e eficaz.

O governador tem frisado que as fronteiras Leste e Sul da província, com a Zâmbia e Namíbia, respectivamente, precisam de uma atenção para criação de condições adequadas, que permitam um exercício pleno da actividade fronteiriça.