A coordenação do Pólo Industrial de Viana, em Luanda, vai organizar a 23 deste mês um encontro entre detentores de espaços naquele perímetro e potenciais investidores, para criar parcerias e dinamizar a produção industrial.

Essa informação foi avançada em Luanda, pelo coordenador do referido pólo, Luís Ribeiro, ao explicar que essa iniciativa surge pelo facto de haver muitos detentores de espaços que até agora não produzem e investidores à procura de terrenos para produzir.
Considerou que pelo menos mais de 50 por cento dos 2.700 hectares que constituem o pólo estão atribuídos a pessoas que pediram as áreas, mas estão praticamente em estado de abandono ou em abandono completo.

Advogou ser necessário reverter essa situação, ou seja dar utilização efectiva à área sob responsabilidade do pólo e instalar, o quanto possível, indústrias para que a actividade industrial seja realmente dominante na área nos próximos dois ou três anos.

Explicou que, para se pôr em funcionamento as fábricas, está a ser feito um levantamento exaustivo do que está no terreno e saber qual a relação contratual das pessoas que dizem ter os terrenos.

“Nós temos contratos com cerca de 800 entidades e parte dessas entidades já nem conseguimos contactar, porque eventualmente já não temos os seus contactos ou estão desactualizados”.

Na mesma senda, disse que vão ao terreno, para ver toda a documentação que existe, bem como publicam uma série de anúncios a solicitar que as pessoas com terrenos nessa área apareçam para dialogar, apresentem os documentos, sendo esse o primeiro passo de levantamento de cadastro.

“Fazer indústria ou comércio é bastante difícil, as pessoas podem ter dificuldades para se instalarem ou desenvolverem os projectos que tinham em mente quando pediram os terrenos e por isso eles devem vir explicar isso. Têm de explicar, porque não pode ser uma situação indefinida, nós queremos mobilizar as pessoas para fazerem aquilo para o qual pediram o terreno. E se for possível ajudar, nós vamos tentar ajudar”, frisou.

Nesta conformidade, a direcção do pólo gizou a realização do encontro para juntar pessoas que têm terreno às que têm projectos, para haver associação e dessa forma resolverem dois problemas: daqueles que têm terrenos, mas que por diversas razões não têm capacidade para investir neles, e daqueles que têm projectos prontos para implantar, dinheiro tecnologia e andam e procura de espaços. Luís Ribeiro disse que para a direcção do pólo é uma acção essencial, uma acção que é bem a imagem daquilo que querem fazer.

“Estamos aqui para criar emprego, para criar actividade económica, particularmente industrial, e queremos fazer um trabalho de promoção; não temos perspectiva de tirar nada a ninguém, estamos numa perspectiva de juntar esforços dos investidores, dos que têm os terrenos e nós próprios para ver se conseguimos realmente criar mais fábricas”, realçou

Por isso, ficaria satisfeito se fossem concretizadas, com a realização do evento, entre 20 e 30 parcerias.