O governo da província de Cabinda vai priorizar, durante o quinquénio 2017-2022, a construção de estradas, com realce para as vias secundárias e terciárias, bem como a reabilitação de pontes, com vista a melhorar a circulação de pessoas e bens, no quadro da política de desenvolvimento económico da região.
A par desses projectos, o governo local prevê melhorar as infra-estruturas dos sectores da Energia e Água, Habitação, saneamento básico e o combate ao desemprego no seio da juventude local.
O governador Eugénio Laborinho apresentou o seu plano de acção durante a 1ª reunião dos Conselho de Concertação e Auscultação Social dos municípios de Belize, Buco-Zau e do Cacongo, onde efectuou uma visita de trabalho para diagnosticar as principais dificuldades que as populações atravessam.
De acordo com o governante, uma das principais apostas estará focada no sector produtivo é de combater o problema da distribuição de energia eléctrica e da água potável, nos quatro municípios que compõem a província de Cabinda.
“Vamos apostar no sector da energia eléctrica, porque alguns bairros, vilas e comunas continuam com muitas dificuldades nestas áreas”, destacou, depois de reconhecer que estão a ser desenvolvidas acções com vista a resolução destes problemas, principalmente nos municípios de Cabinda e Belize.
O governador de Cabinda disse que vai também apostar no controlo rigoroso e na fiscalização das obras que estão em curso, inseridos nos programas de investimentos públicos e da linha de crédito da China, com realce para a construção de estradas, pontes, escolas, hospitais
e outras infra-estruturas.

Combate ao desemprego

Um dos principais desafios da governação, disse, prende-se com o combate a alta taxa de desemprego que se verifica a nível da província de Cabinda, principalmente dos técnicos qualificados que foram despedidos pela empresa petrolífera americana, Chevron, num total de 7.500 trabalhadores.
“Temos um problema, que é o caso da Chevron, que está a desempregar o seu pessoal, quadro técnico qualificado e que o governo não tem a capacidade para absorver toda essa gente, mas temos que encontrar soluções em como empregar”, destacou.
Eugénio Laborinho garantiu que vai continuar a dialogar com a Chevron, mas ainda assim precisou que o combate ao desemprego em Cabinda passa também na criação de condições para que se aposte na agro-indústria, pescas e indústria transformadora.
Quanto ao sector da agricultura, o governante realçou a produção do palmar, cacau, café e em outros segmentos que poderão ajudar na absorção de muita mão-de-obra jovem.