Formado o novo Executivo, resultante das Eleições Gerais de 23 de Agosto de 2017, o desafio agora é a materialização dos programas, com os poucos recursos existentes, fruto da actual conjuntura macro-económica.
O novo ministro da Construção e Obras Públicas, Manuel Tavares de Almeida, que na passada segunda-feira, em Luanda, recebeu as pastas do anterior responsável do sector, garantiu no acto, que os aspectos técnicos não são as principais preocupações.
“Vamos investir naquilo que é possível fazer sem recursos financeiros, conversando, buscando consenso, compromissos para que o nosso trabalho seja feito com sentido de responsabilidade, enquanto servidores públicos”, alertou.
Frisou que a prioridade vai recair para a valorização dos recursos humanos competentes para o cumprimento das tarefas do sector.
Sublinhou que haverá oportunidade para se desenvolverem novas linhas de acção das políticas públicas do programa de Governo pelo que é necessária a devida atribuição de tarefas.
“É necessário que cada um no seu posto de trabalho reforce a sua actuação com sentido de responsabilidade como agente público e servidor da sociedade e do povo”, disse o novo ministro.
Destacou que vai continuar a desenvolver o processo de “renovação e transformação na continuidade para melhorar o que está bem e corrigir o que está mal”.

Desafios do sector
No seu programa aprazado para o período 2017/2022, o Governo prevê a construção de 1.100 quilómetros de estradas, ao mesmo tempo que propõe reabilitar 7.083 quilómetros de estradas em acréscimo aos 10.219 reabilitados até ao ano passado.
Este projecto do sector da Construção e Obras Públicas tem como principal objectivo facilitar o escoamento dos produtos do campo para os grandes centros de consumo, medida que visa também ajudar a debelar as assimetrias regionais.
Segundo o programa de governação para o sector, está igualmente reservado um ambicioso projecto que visa a construção das estradas do Leste do país, de vias estruturantes e a planificação de vias circulantes, anéis rodoviários e radiais nas principais cidades de Angola, com realce para Cabinda, Benguela/Catumbela/Lobito, Lubango, Huambo/Cáala, Saurimo, Ondjiva e Malanje.

Execução de projectos
Por seu turno, a titular da pasta do Ordenamento do Território e Habitação, Ana Paula de Carvalho, garantiu, durante a cerimónia de passagem de pastas, que vai trabalhar na infra-estruturação das reservas fundiárias e nos planos directores municipais, com vista a facilitar a construção de casas sociais e dar melhor aproveitamento aos terrenos.
“Prosseguiremos com a implementação do programa de fomento habitacional e vamos incrementar a aposta na construção dirigida, sobretudo em benefício dos jovens casais”, destacou.
Por outro lado, a ministra revelou que vai trabalhar com dossiers dos ministérios da Habitação, da Administração do Território e do Plano, na execução de políticas e projectos.

Educação ambiental
Para a nova ministra do Ambiente, Paula Francisco Coelho, a aposta recai nos programas de capacitação, formação no domínio da educação ambiental e a problemática do saneamento básico de forma geral.
A governante, que prestou esta informação durante a cerimónia de passagem de pastas, fez saber que a componente de recolha e selecção de resíduos sólidos, derrames de petróleo, bem como o reforço das políticas sectoriais relacionadas à flora e a fauna selvagem são outras das prioridades.
Salientou que o momento é de menos teoria e mais prática, sendo assim “ como o país é novo, os tempos actuais requerem de nós mais trabalho e que levemos aos cidadãos aquilo que o Ministério do Ambiente tem feito para uma vida mais salutar e sustentável”.